Terça-feira, 15 de Setembro de 2026 às 20:04
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Vendas no Comércio Brasileiro Recuam 0,8% em Julho Após “Ressaca” da Copa do Mundo, Indicando Desaceleração

Comércio Varejista Brasileiro Enfrenta Queda de 0,8% em Julho, Pós-Copa do Mundo

As vendas no comércio varejista brasileiro registraram uma retração de 0,8% entre junho e julho deste ano. Esse recuo é atribuído por especialistas a um efeito de “ressaca” após a Copa do Mundo, que pode ter concentrado o consumo em meses anteriores.

O resultado de julho impacta o desempenho acumulado do setor, que desacelera para 1,6% em 12 meses. A média móvel trimestral, que reflete tendências mais consistentes, aponta uma variação negativa de 0,1%, indicando uma tendência de arrefecimento nas vendas.

Apesar da queda mensal, o setor varejista brasileiro se mantém 10,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020). No entanto, está 1,5% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2026. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE.

Atividades Específicas Sentem o Impacto da “Ressaca” Pós-Copa

Cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram retrações em julho. Os setores de móveis e eletrodomésticos lideraram a queda com -4,9%, seguidos por livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,7%).

Cristiano Santos, analista da pesquisa, explica que a queda em itens como TVs e álbuns de figurinha está diretamente ligada à Copa do Mundo. “É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio”, afirmou Santos, ressaltando que o aumento nas vendas desses itens antes do evento eleva a base de comparação para julho.

Desempenho Acumulado e Perspectivas para o Setor

No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Contudo, esses números indicam uma desaceleração, visto que em março o acumulado de 12 meses era de 2,3%. O comércio varejista ampliado, que inclui o atacado, apresentou um leve crescimento de 0,4% em julho.

Em comparação com a conjuntura econômica geral, o setor de serviços ficou estável em julho (0%), com alta de 2,4% em 12 meses. A indústria, por sua vez, cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses, mostrando um cenário misto na economia brasileira.

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