Mais de 4,3 mil crianças foram tiradas do trabalho infantil em 2025, aponta Ministério do Trabalho
O combate ao trabalho infantil no Brasil registrou um marco significativo em 2025, com o afastamento de 4.318 crianças e adolescentes de situações de exploração. Este número representa um esforço intensificado das autoridades na proteção dos direitos fundamentais dos jovens.
As ações fiscais para combater o trabalho infantil atingiram o maior patamar da última década em 2025, com 10.234 operações. A fiscalização tem se concentrado em setores onde a mão de obra infantil é mais recorrente, buscando interromper essa grave violação.
Os dados mais recentes, que incluem os primeiros quatro meses de 2026, mostram a continuidade desse cenário, com 1.108 crianças e adolescentes já afastados. A preocupação reside no fato de que a maioria dessas crianças estava exposta a riscos severos.
Riscos à Saúde e Desenvolvimento: Um Panorama Alarmante
Um dado alarmante divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é que mais de 70% das crianças e adolescentes afastados em 2025 e no início de 2026 estavam envolvidos em atividades que apresentavam graves riscos à sua saúde, segurança, moralidade e desenvolvimento físico e psicológico.
Essas condições de trabalho precárias podem deixar marcas profundas e duradouras na vida dos jovens, comprometendo seu futuro e limitando suas oportunidades de crescimento e educação.
Setores Críticos e Estados Mais Afetados
As fiscalizações do MTE concentraram-se em setores como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e atividades industriais, locais onde a incidência de trabalho infantil é historicamente maior.
Em 2025, os estados que registraram os maiores números de crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil foram Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Essa distribuição geográfica evidencia a necessidade de ações direcionadas em diferentes regiões do país.
Já nos primeiros meses de 2026, a lista de estados com maior número de afastamentos inclui Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo, indicando a persistência do problema em diversas unidades da federação.
A Importância da Fiscalização e Canais de Denúncia
Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, destacou a relevância da atuação da Inspeção do Trabalho. Ele afirmou que a fiscalização é um instrumento essencial para identificar, interromper e prevenir o trabalho infantil, garantindo os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
Para que a sociedade possa colaborar ativamente no combate a essa violação, o Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza um canal exclusivo para denúncias: o Sistema Ipê Trabalho Infantil. O acesso a essa ferramenta é fundamental para que mais casos sejam identificados e solucionados, protegendo o futuro de milhares de crianças e adolescentes brasileiros.
