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Prefeito de Nova York exalta Sócrates e Democracia Corinthiana como inspiração para mobilização social no futebol

Prefeito de Nova York celebra o futebol como força de união e resistência, inspirando-se em Sócrates e na Democracia Corinthiana

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, demonstrou admiração pelo futebol como um poderoso instrumento de mobilização social e um catalisador para a mudança. Em uma publicação nas redes sociais, o prefeito exaltou a figura do icônico jogador brasileiro Sócrates e o movimento da Democracia Corinthiana, lembrando de sua importância histórica na luta contra a ditadura militar no Brasil.

Mamdani compartilhou um vídeo no último sábado, 13, pouco antes da partida entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo, ressaltando como o futebol transcende o esporte. Ele destacou que, por 90 minutos, o jogo não apenas oferece um escape dos problemas cotidianos, mas também inspira a busca por soluções e um senso de comunidade.

“Enquanto nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos criando e comemorando algo muito maior do que gols marcados e desarmes realizados”, afirmou Mamdani. Conforme informação divulgada pelo próprio prefeito, ele enfatizou que o esporte proporciona a milhões de pessoas, especialmente as mais vulneráveis, um sentimento de pertencimento, conexão e solidariedade.

O Legado da Democracia Corinthiana

A Democracia Corinthiana foi um movimento pioneiro no futebol brasileiro, que promoveu uma gestão mais participativa no clube. Jogadores e funcionários tinham voz ativa nas decisões, incluindo a escolha de horários de treino e detalhes da concentração, por meio de votação. Esse modelo de autogoverno foi implementado em 1982, sob a presidência de Waldemar Pires.

Lideranças como Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro, Zé Maria e Zenon foram figuras centrais nesse movimento. Sua influência se estendeu para além dos gramados, com o Corinthians estampando frases como “Diretas Já” em suas camisas, em um período de intensa articulação social pela redemocratização do país.

O movimento, que durou alguns anos, começou a perder força em 1984 com as transferências de Casagrande e Sócrates para outros clubes. Durante sua vigência, o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista três vezes e, posteriormente, em 1990, seu primeiro Campeonato Brasileiro.

Sócrates, o Filósofo em Campo

Zohran Mamdani relembrou a trajetória de Sócrates nas décadas de 1970 e 1980, incluindo sua participação como capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982. O prefeito destacou o contexto de ditadura militar no Brasil durante esse período.

“Foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força”, disse Mamdani. Ele ressaltou que, no Corinthians, Sócrates e seus colegas protagonizaram um sonho de democracia, implementando a Democracia Corinthiana onde “independentemente de ser o craque do ataque ou o funcionário da lavanderia, todos tinham o mesmo voto”.

O prefeito de Nova York também mencionou o protesto simbólico de Sócrates e seus companheiros. “Enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderava os jogadores em campo, vestindo jaquetas com os dizeres ‘Quero votar no meu presidente’”, lembrou Mamdani, enaltecendo a coragem e o engajamento político do craque.

Nova York e a Copa do Mundo

A partida de estreia do Brasil contra Marrocos, que terminou em empate por 1 a 1, ocorreu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, uma das sedes da Copa do Mundo, juntamente com Nova York. O evento esportivo serve como pano de fundo para a reflexão sobre o impacto social do futebol.

Zohran Mamdani, democrata de 34 anos, assumiu a prefeitura de Nova York em janeiro deste ano, tornando-se o primeiro muçulmano e o mais jovem a ocupar o cargo desde 1892. Descendente de imigrantes, ele se identifica como socialista e é conhecido por suas críticas ao ex-presidente Donald Trump e seu apoio à causa palestina.

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