Sábado, 18 de Julho de 2026 às 20:41
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França 2026: Encantou o Mundo na Copa mas não levou, busca terceiro lugar e lugar na história

A França de 2026: Uma obra-prima que fascinou, mas não conquistou o título da Copa, busca redenção no terceiro lugar.

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo é a chance de um prêmio de consolação pela glória que ficou pelo caminho. Para a França, que mede forças com a Inglaterra, pode representar a última pincelada numa obra que fascinou, mas não alcançou o patamar esperado.

Tida como a equipe favorita ao título pelo que fez antes e durante o Mundial de 2026, a seleção francesa, em caso de vitória, pode sacramentar uma vaga no seleto grupo de times que marcaram uma edição de Copa mesmo sem conquistá-la.

Conforme informação divulgada pelas estatísticas da Copa, a França tem o segundo melhor ataque da competição, com 16 gols em sete partidas, e Kylian Mbappé divide a artilharia com Lionel Messi, com oito gols cada um.

Mbappé, Dembélé e Olise: O trio que encantou corações

A França cultuada como uma seleção com uma geração de talentos inigualáveis nos últimos três ciclos, tem no setor ofensivo uma combinação explosiva. Mbappé é considerado o melhor do time, Ousmane Dembélé amadureceu a ponto de ter sido escolhido o melhor jogador do mundo em 2025, conquistando os prêmios Bola de Ouro e The Best da FIFA, e Michael Olise surgiu de forma arrebatadora para ser um maestro.

Durante a Copa, o trio produziu diversos momentos memoráveis. Mbappé fez belos gols contra Senegal e Iraque, unindo quantidade e qualidade. Dembélé, autor de cinco gols, fez um hat-trick contra a Noruega. Olise não marcou, mas anotou cinco assistências, um número superado apenas por Pelé em 1970.

Estatísticas que impressionam, apesar da eliminação

Nas estatísticas da FIFA, a França foi a equipe que mais finalizou, com 120 vezes, e a que mais teve finalizações certeiras, 50, ou seja, foi a que mais colocou os goleiros adversários para trabalharem. Até a semifinal, era o único time a vencer todos os seis jogos que disputou sem precisar de prorrogação.

A curiosidade é que, nesta sequência de Copas com a França em evidência, a edição de 2026 terá o pior resultado entre as três. Depois de duas finais, com um título e um vice, o atual time pode alcançar, no máximo, o terceiro lugar.

Outras seleções que brilharam e não levaram o título

O conceito de seleção que encantou durante uma Copa mas não venceu foi praticamente criado pela Hungria de 1954. Liderada por Ferenc Puskás, a seleção húngara atropelou os adversários rumo à final, marcando incríveis 27 gols em apenas cinco partidas, o melhor ataque da história das Copas em uma mesma edição.

Vinte anos depois, a Holanda de Johan Cruijff, com seu estilo revolucionário de “Laranja Mecânica”, encantou o mundo em 1974, marcando 15 gols e chegando à final, mas acabou derrotada pela Alemanha Ocidental.

Em 1982, coube ao Brasil de Zico, Sócrates e Falcão o papel de encher os olhos do público com um futebol espetacular. Apesar de ter o melhor ataque com 15 gols em cinco partidas, uma dolorosa derrota para a Itália de Paolo Rossi selou o fim da linha para a equipe, deixando uma legião de fãs frustrados.

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