Sábado, 18 de Julho de 2026 às 20:43
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Dr. Jairinho: TJ-RJ nega novo recurso e mantém condenação por tortura e morte de Henry Borel

Justiça do Rio mantém condenação de Dr. Jairinho e rejeita pedido para anular júri da morte de Henry Borel

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu, nesta quinta-feira (16), negar um recurso apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. O pedido visava anular o julgamento que resultou na sua condenação a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

Dr. Jairinho era o padrasto de Henry e morava com o menino e a mãe da criança, Monique Medeiros, na época do crime, em março de 2021. A decisão do TJ-RJ reforça a validade do júri popular realizado no Rio de Janeiro.

O recurso da defesa contestava a decisão de maio da 7ª Câmara Criminal do Rio, que já havia rejeitado a solicitação para que o júri ocorresse em outra cidade. O argumento era que a intensa repercussão do caso na imprensa poderia ter influenciado a imparcialidade dos jurados. Conforme informações divulgadas pelo TJ-RJ, a segunda vice-presidente da corte, desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, negou o pedido, afirmando que a defesa não apresentou provas concretas de ilegalidade na decisão anterior.

Leniel Borel comemora decisão e reforça busca por justiça

Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo, expressou satisfação com a decisão do TJ-RJ. Ele afirmou que a corte reconheceu a falta de justificativas para transferir o julgamento de sua cidade natal. Para Leniel, a ampla cobertura midiática do caso Henry é uma consequência direta da gravidade dos fatos envolvendo a morte de uma criança de apenas 4 anos.

“Minha luta é para que nenhuma manobra processual apague a verdade, a memória do meu filho e a necessidade de Justiça”, declarou Leniel Borel, reafirmando seu compromisso em acompanhar os desdobramentos do caso com firmeza e respeito às instituições.

Entenda o julgamento e as penas aplicadas

Em junho deste ano, o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio condenou Dr. Jairinho a uma pena de 43 anos, nove meses e 20 dias de reclusão. A condenação foi pelos crimes de tortura e morte do menino Henry Borel Medeiros, ocorrida em 8 de março de 2021.

Já Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve seu crime desclassificado de homicídio doloso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela recebeu o perdão judicial e foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já havia cumprido o tempo de prisão preventiva, sua pena foi considerada extinta.

O caso Henry Borel e o julgamento mais longo do Judiciário fluminense

O julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros durou 11 dias, tornando-se o mais longo da história do Judiciário do estado do Rio de Janeiro. A complexidade e a comoção social em torno do caso Henry Borel marcaram profundamente os procedimentos legais.

A decisão do TJ-RJ de negar o recurso de Dr. Jairinho representa um avanço significativo na busca por justiça para a família de Henry, mantendo a condenação que busca responsabilizar os envolvidos pela trágica morte do menino.

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