Dólar sobe e atinge maior valor em duas semanas com petróleo em queda livre; Ibovespa avança impulsionado por bancos e mineradoras
O mercado financeiro operou em direções opostas nesta segunda-feira (27). O dólar voltou a subir, atingindo o seu maior patamar em duas semanas. Essa valorização foi impulsionada pela forte queda nos preços do petróleo e por um cenário externo instável. Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira apresentou alta, sustentada pelo desempenho positivo das ações de bancos e mineradoras.
A desvalorização do real, refletida na alta do dólar, ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que afeta os termos de troca do Brasil, um dos exportadores do produto. O mercado também acompanhou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira, e monitorou os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político interno.
Enquanto o câmbio sentiu o impacto da perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte em um ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. Essa alta foi liderada pelas ações de bancos e mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo. Conforme informação divulgada pela Reuters, o mercado acompanhou a expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.
Petróleo despenca após sinais de trégua entre EUA e Irã
Os contratos internacionais de petróleo registraram uma forte correção, após a disparada observada na semana anterior. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61. Essa queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou a possibilidade de um acordo, o que reduziu temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity. Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio, com o Estreito de Ormuz operando com restrições e persistindo preocupações com a segurança das rotas marítimas para o transporte de petróleo.
Dólar à vista fecha a R$ 5,113, maior nível desde o dia 13
O dólar à vista encerrou a segunda-feira vendido a R$ 5,113, registrando uma alta de 0,62%. Essa cotação representa o maior valor desde o dia 13 de julho. Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula uma queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.
Ibovespa sobe, mas ações de petróleo sofrem forte desvalorização
O avanço do Ibovespa foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que conseguiram compensar a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo. A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas. O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed).
