Segunda-feira, 27 de Julho de 2026 às 07:37
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Parada Brasília Orgulho 2024: Campanha “LGBT, levante e vote” incentiva eleitores contra o preconceito e LGBTFobia nas urnas

A Parada Brasília Orgulho deste ano reforça a necessidade de engajamento político da comunidade LGBTQIA+

Sob o sol forte da capital, a Esplanada dos Ministérios se transformou em um mar de cores e alegria durante a Parada Brasília Orgulho. O evento, que celebra a diversidade e a luta por direitos, este ano trouxe um tema central: “LGBT, levante e vote”. A iniciativa visa conscientizar a população LGBTQIA+ sobre a importância de comparecer às urnas e escolher representantes comprometidos com o respeito e a garantia de direitos para todos.

A manifestação não foi apenas uma festa, mas também um ato político contundente. A estilista e performer Havenna Wandelookx, presente há 16 anos no evento, destacou a união entre diversão e conscientização. “A gente tem que ter muita consciência, além da diversão, claro. A gente vem para se divertir, mostrar brilho, se jogar. Mas ter sempre uma consciência de que a gente tem uma vida além disso, e que podemos passar para as pessoas que isso pode ser muito bom, apesar do ódio de cada um”, ressaltou.

Richard Alexandre, um dos organizadores, enfatizou o caráter político da celebração. “Não é só festa, é muita luta. Mas também a gente se diverte, a gente usa as nossas cores para se divertir, usa o espaço para mostrar que a gente exige, existe, que a gente quer respeito, quer dignidade”, afirmou. A iniciativa de conscientização política, “LGBT, levante e vote”, busca mobilizar a comunidade para que o voto seja uma ferramenta de combate ao preconceito e à LGBTFobia.

Voto como ferramenta de mudança e respeito

A campanha “LGBT, levante e vote” tem como objetivo principal alertar a comunidade sobre o poder do voto na eleição de parlamentares que verdadeiramente representem e protejam os direitos LGBTQIA+. “A gente precisa, cada vez mais, de parlamentares que entendam a nossa pauta, que nos respeitem e que nos protejam, que usem a legislação a favor da proteção da comunidade”, explicou Richard Alexandre.

Welton Trindade, coordenador da Parada Brasília Orgulho, celebrou a evolução das conquistas da população LGBTQIA+ ao longo dos anos. Ele relembrou que a primeira parada ocorreu em 1998, quando não havia nenhum representante da comunidade nos poderes. “A gente tem visto o aumento de pessoas LGBT eleitas. A parada começou em 1998, quando não tínhamos nenhum representante nos poderes”, disse.

Serviços e conscientização lado a lado

Além da música e da mobilização política, a Parada Brasília Orgulho ofereceu diversos serviços à população. Tendas disponibilizaram atendimentos de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias de LGBTFobia e esclarecimentos da Defensoria Pública sobre a inclusão do nome social em documentos. A presença desses serviços demonstra o compromisso do evento em oferecer apoio e informação à comunidade.

Sueli Oliveira, 67 anos, uma participante assídua das marchas LGBT em Brasília e São Paulo, reforçou a importância da visibilidade e da participação ativa. “É importante a gente participar das atividades como uma forma de dar visibilidade à nossa luta, à nossa existência”, declarou. Para ela, lutar com o voto contra o preconceito e a LGBTFobia é essencial.

A luta pela existência e pelo direito de amar

A Parada é vista como um momento crucial para reafirmar a presença e os direitos da comunidade. “É o momento em que a gente para pra dizer: atenção, nós existimos, nós temos o direito, como qualquer outro cidadão e cidadã, de estarmos aqui, de votarmos, de amarmos quem nós quisermos”, ressaltou Sueli Oliveira, encapsulando o espírito de reivindicação e celebração do evento.

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