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Cuba e EUA Confirmam Encontro em Havana: Foco no Embargo Energético e Diálogo Aberto

Cuba e EUA Confirmam Reunião em Havana para Discutir Embargo Energético e Relações Bilaterais

Um encontro entre delegações de Cuba e dos Estados Unidos foi confirmado em Havana, capital cubana. A reunião, descrita como profissional e respeitosa, abordou temas sensíveis da agenda bilateral, segundo declarações de Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os EUA.

O diplomata cubano ressaltou que, ao contrário de informações veiculadas pela mídia americana, nenhuma das partes impôs prazos ou fez declarações coercitivas durante o encontro. A discrição nas discussões se deve, segundo García, à sensibilidade dos assuntos tratados.

A principal demanda apresentada pela delegação cubana durante a sessão de trabalho foi a exigência de suspensão do embargo energético imposto ao país. Essa questão foi classificada como prioridade máxima, conforme relatado ao jornal Granma.

Embargo Energético em Foco: A Posição de Cuba

Alejandro García enfatizou que o bloqueio energético é um ato de coerção econômica injustificado contra toda a população cubana. Ele descreveu a medida como uma forma de chantagem global contra Estados soberanos, que possuem o direito de exportar combustível para Cuba, alinhado aos princípios do livre comércio.

Desde 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou o bloqueio contra Cuba com uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional. Essa ação classifica a ilha como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, autorizando sanções a países que forneçam petróleo a Cuba, o que tem gerado escassez de combustível no país.

Disposição Cubana para o Diálogo Respeitoso

O governo cubano reiterou sua abertura para o diálogo com as autoridades americanas. A postura de Cuba é de manutenção de uma comunicação aberta, desde que as trocas ocorram com base no respeito mútuo e sem interferências.

Em entrevista recente à Newsweek, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou a possibilidade de dialogar com os EUA em diversas áreas, como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes.

Díaz-Canel ressaltou que o diálogo deve sempre ocorrer em termos de igualdade, com pleno respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional. Ele reforçou, em entrevista à NBC News, que conversas são possíveis, mas sem pressões ou tentativas de intervenção por parte dos EUA.

Composição das Delegações e Natureza do Encontro

O lado americano na reunião foi composto por secretários-adjuntos do Departamento de Estado. A delegação cubana contou com participantes no nível de vice-ministro das Relações Exteriores, evidenciando a importância atribuída ao encontro e aos temas discutidos.

A comunicação oficial cubana busca esclarecer a natureza das discussões, contrastando com relatos que poderiam gerar mal-entendidos sobre a postura de ambas as nações em relação aos temas abordados.

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