USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Bloco Divinas Tretas Celebra Diversidade e Carnaval Livre de Assédio no Rio com Homenagem a Marielle Franco

Bloco Divinas Tretas promove folia inclusiva e segura no Rio, lembrando o julgamento de Marielle Franco

Milhares de pessoas celebraram a diversidade e a alegria neste domingo de carnaval no Rio de Janeiro, participando do bloco Divinas Tretas. O evento, que se concentrou no Aterro do Flamengo, destacou-se por promover um ambiente de acolhimento e segurança, livre de assédio, e também aproveitou a visibilidade para lembrar o importante julgamento dos supostos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco.

O bloco, que tem suas raízes no antigo Toco-Xona, o primeiro bloco LGBTQIA+ da cidade fundado em 2007 e renomeado em 2022, buscou oferecer uma experiência carnavalesca democrática e vibrante. Com uma programação musical que transita por samba, axé, piseiro e pitadas de rock, o Divinas Tretas garante a animação de todos os presentes.

A iniciativa reforça a importância de espaços onde a diversidade é celebrada e o respeito é a regra, permitindo que todos se sintam à vontade para curtir a festa. Conforme informação divulgada pelas fontes, o bloco também dedicou um momento especial para conscientizar sobre o julgamento que ocorrerá em março, relacionado ao caso Marielle Franco.

Música e Diversidade para Todos os Gostos

A banda do bloco, com Karol Gomes no tamborim e microfone, e a DJ Laís Conti, responsáveis pela trilha sonora, trabalham para criar um clima de festa contagiante. “São músicas que levantam a galera”, explica Karol Gomes, ressaltando a escolha de repertório que agrada ao público. Thaíssa Zin, produtora executiva, complementa que a ideia é apresentar “músicas que o público gosta, de divas internacionais e divas brasileiras, em que vestimos a roupinha da gente”.

A DJ Laís Conti descreve sua missão como criar “um set democrático e quente”, garantindo que todos se sintam representados e animados. O ambiente do Divinas Tretas é pensado para ser receptivo e agradável, refletindo a diversidade que deve marcar o carnaval para todas as pessoas.

Segurança e Liberdade para se Expressar

Foliões como a enfermeira Letícia de Almeida Lopes, de 26 anos, relatam sentir-se completamente à vontade no bloco. “Este é um bloco em que eu consigo me sentir bem como mulher hétero ou como uma pessoa gay ou uma pessoa fora dos padrões”, afirma. Ela destaca a sensação de segurança e liberdade para escolher suas roupas e dançar o que quiser.

A vendedora Thaísa Galvão, 28 anos, também compartilha dessa experiência positiva. “Me sinto muito bem. Dá para a gente se descontrair com os nossos amigos. Não tem nenhum tipo de briga. Todo mundo se dá bem”, comenta. Jennifer de Oliveira, 28 anos, reforça o sentimento de acolhimento: “É o bloco que a gente se sente acolhida. Não tem homem assediando a gente, o que é libertador”.

Lembrança e Cobrança por Justiça

Durante a concentração do bloco, houve um momento para lembrar o julgamento dos supostos executores, mandantes, comparsas e cúmplices pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Torres. O julgamento está marcado para os dias 24 e 25 de março no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram distribuídos leques com a agenda do julgamento, e chamadas foram feitas do palco para conscientizar os foliões. A Corte irá julgar os processos envolvendo Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, todos presos preventivamente por suposta participação nos assassinatos ocorridos em março de 2018.

Menu