USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Lula pede mobilização de sindicatos para aprovar fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas

Lula mobiliza centrais sindicais em Brasília para pressionar por fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas semanais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou as centrais sindicais para uma **mobilização e pressão** junto ao Congresso Nacional pela aprovação do projeto de lei que visa reduzir a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1.

O apelo foi feito durante um encontro no Palácio do Planalto, onde o presidente recebeu 68 reivindicações de representantes dos trabalhadores. Lula destacou a importância da atuação sindical neste momento desafiador, enfatizando que a aprovação das medidas depende do engajamento da classe trabalhadora.

“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou o presidente, que também alertou para a existência de grupos que defendem retrocessos, como a ampliação da jornada de trabalho, citando o modelo argentino.

Homenagem e origem do projeto de redução de jornada

Durante o evento, Lula homenageou Rick Azevedo, criador do movimento “Vida Além do Trabalho”, que inspirou o projeto de redução de jornada. Azevedo compartilhou sua experiência com burnout e depressão devido ao excesso de trabalho e pouco descanso, relatando como um vídeo seu sobre a escala 6×1 viralizou e deu origem ao movimento.

“Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’… Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga. E o vídeo viralizou”, relembrou Azevedo, que sugere que a lei, caso aprovada, leve o nome do ativista.

Críticas a reformas passadas e alerta sobre retrocessos

O presidente Lula aproveitou a ocasião para criticar as **reformas Trabalhista de 2017 e da Previdência de 2019**, classificando-as como retrocessos para a classe trabalhadora. Ele alertou sobre o risco de novas propostas que ameacem os direitos dos trabalhadores.

“Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”, justificou Lula, reforçando a necessidade de unidade e luta sindical.

Representantes sindicais celebram e reforçam pautas

Representantes das centrais sindicais celebraram o envio do projeto que visa acabar com a escala 6×1. Adilson Araújo, presidente da CTB, estima que a medida possa gerar **4 milhões de empregos** e destacou a importância de uma nova indústria voltada para a sustentabilidade e contra a pejotização.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, comemorou a mobilização de mais de 20 mil trabalhadores e afirmou que o projeto está maduro para aprovação. “É mais tempo para a família, para a saúde para o lazer, para estudar e para a pessoa”, disse.

Pautas para os próximos cinco anos e desafios futuros

Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, apresentou ao presidente uma pauta com 68 reivindicações para os próximos cinco anos. Ele ressaltou a necessidade de as categorias se adaptarem às profundas transformações no mundo do trabalho, impulsionadas por mudanças tecnológicas e climáticas.

“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT”, alertou Ganz. Ricardo Patah, da UGT, enfatizou a proteção de trabalhadores por aplicativo e entregadores, enquanto Sônia Zerino, da NCST, defendeu o combate ao feminicídio como pauta essencial para a classe trabalhadora.

Menu