USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Papa Leão XIV dispara contra “tiranos” e guerras, critica líderes que usam religião para justificar conflitos

Papa Leão XIV critica “mundo devastado por tiranos” e questiona gastos em guerras

Durante uma visita a Camarões, o papa Leão XIV fez um forte pronunciamento contra líderes mundiais que, segundo ele, estão “devastando o mundo”. O pontífice condenou veementemente os gastos bilionários em guerras, contrastando-os com a escassez de recursos para áreas essenciais como saúde e educação.

As declarações surgiram em um contexto de tensão, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter atacado o papa repetidamente nas redes sociais. Leão XIV, o primeiro papa americano, também criticou o uso da linguagem religiosa para justificar ações bélicas, apelando por uma “mudança decisiva de rumo” global.

O líder da Igreja Católica, que tem mais de um bilhão de seguidores, participou de um encontro na maior cidade das regiões de fala inglesa de Camarões, uma área marcada por um conflito que já dura quase uma década e causou milhares de mortes. As falas foram divulgadas conforme informação divulgada pela fonte original.

“Mestres da guerra” e a destruição versus reconstrução

O papa Leão XIV lamentou a ironia de que “os mestres da guerra fingem não saber que é preciso apenas um momento para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir”. Ele ressaltou que esses líderes “fecham os olhos para o fato de que bilhões de dólares são gastos em mortes e devastação”.

Em contrapartida, o pontífice observou a dificuldade em encontrar recursos para “cura, educação e restauração”. Essa crítica direta aos gastos militares em detrimento de necessidades humanitárias ganha destaque no cenário internacional atual.

Ataques de Trump e a reação na África

Os ataques de Donald Trump ao papa Leão XIV, iniciados na véspera de uma importante turnê do pontífice por quatro países africanos, geraram consternação na África. Essa região abriga mais de um quinto dos católicos do mundo. Trump criticou o papa como “fraco sobre crime e péssimo para a política externa”, segundo postagem no Truth Social.

O presidente americano continuou seus ataques nas mídias sociais, chegando a postar uma imagem de Jesus abraçando-o, após uma imagem anterior que o retratava de forma semelhante a Jesus ter provocado críticas generalizadas. Leão XIV, que manteve um perfil discreto em grande parte de seu primeiro ano, tem se posicionado como um crítico da guerra.

Religião distorcida em nome da guerra

Leão XIV criticou duramente os líderes que utilizam temas religiosos para legitimar conflitos. “Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para seu próprio ganho militar, econômico e político, arrastando o que é sagrado para a escuridão e a sujeira”, afirmou o papa.

Ele descreveu a situação como “um mundo virado de cabeça para baixo, uma exploração da criação de Deus que deve ser denunciada e rejeitada por toda consciência honesta”. O papa já havia feito comentários semelhantes no mês anterior, afirmando que Deus rejeita as orações de líderes com “mãos cheias de sangue”.

Um chamado por paz e reconstrução

As palavras do papa Leão XIV em Camarões reforçam seu apelo por um mundo mais pacífico e justo. A crítica aos “tiranos” e aos gastos excessivos em armamentos, em detrimento de necessidades básicas, ressoa como um chamado urgente por uma reavaliação das prioridades globais.

A posição do pontífice em defesa da paz e da dignidade humana, mesmo diante de pressões e ataques, reafirma seu papel como uma voz moral influente no cenário mundial, buscando inspirar uma “mudança decisiva de rumo” para um futuro menos marcado por conflitos e mais focado no bem-estar coletivo.

Menu