Terça-feira, 15 de Setembro de 2026 às 16:57
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Dólar Dispara Perto de R$ 5,15: Petróleo em Alta, Tensão Geopolítica e Crise no STF Sacodem o Mercado Brasileiro

Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco, impulsionado por petróleo em alta e tensões geopolíticas, enquanto mercado brasileiro sente incertezas políticas.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (14) sob forte pressão, com o dólar avançando significativamente e a bolsa de valores, Ibovespa, registrando queda. A aversão ao risco global, somada a incertezas políticas domésticas e tensões geopolíticas, moldaram o cenário de negócios, elevando a moeda americana a patamares próximos a R$ 5,15.

O dia foi marcado pela valorização do petróleo Brent, que atingiu seu maior patamar em meses, reflexo de ataques à infraestrutura energética e tensões no Oriente Médio. No cenário interno, a instabilidade política e desdobramentos de investigações em órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF) também contribuíram para o nervosismo dos investidores.

A moeda dos Estados Unidos chegou a registrar altas mais expressivas durante o pregão, mas cedeu parte dos ganhos no final da tarde. No entanto, o fechamento ainda representou uma valorização considerável, refletindo a busca por segurança em ativos internacionais diante de um cenário global complexo. Conforme informações divulgadas, o dólar à vista fechou em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,149.

Petróleo em Destaque e Aversão ao Risco Global

O avanço do petróleo Brent foi um dos principais gatilhos para a aversão ao risco nos mercados internacionais. Notícias sobre ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio impulsionaram os preços, com o barril chegando a ser negociado perto de US$ 109,80. Esse cenário de incerteza na oferta global de energia contribuiu para a valorização do dólar no exterior.

A cotação do petróleo, contudo, reduziu parte da sua escalada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a possibilidade de negociações com o Irã. Apesar disso, o petróleo Brent encerrou o dia com alta de 1,02%, a US$ 105,68, acumulando ganhos expressivos no mês e no ano. Essa alta do petróleo reacende preocupações com a inflação global.

Mercado Brasileiro Sob Pressão Política e Judicial

No Brasil, o ambiente político e judicial adicionou camadas de incerteza ao mercado. A divulgação de pesquisas eleitorais e a crise em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foram pontos de atenção. O caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, com análise prevista para o plenário do STF nesta terça-feira (15), gerou instabilidade.

As investigações envolvendo o Banco Master também foram mencionadas como fatores de influência nos negócios. Esse conjunto de fatores domésticos contribuiu para a cautela dos investidores, pressionando tanto o dólar quanto a bolsa brasileira. O mercado de juros também se movimenta com a expectativa de decisões de política monetária nos EUA e no Brasil.

Ibovespa Recua com Mineradoras e Cenário Incerto

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, sentiu o impacto do cenário de aversão ao risco e das incertezas domésticas, fechando em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 24,4 bilhões.

A performance negativa do Ibovespa foi puxada, em grande parte, pelas ações de empresas do setor de mineração, influenciadas pelo recuo nos contratos futuros de minério de ferro na China. O ambiente internacional, com preocupações sobre os riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial, também afetou o sentimento dos mercados globais, com reflexos em Nova York, onde o S&P 500 também registrou queda.

Perspectivas para a Semana: Juros e Geopolítica

A semana se mostra desafiadora para os mercados, com a expectativa de decisões sobre as taxas de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed) na quarta-feira (17). No Brasil, o mercado projeta a continuidade do ciclo de cortes da Selic. A dinâmica entre as taxas de juros brasileira e americana será um ponto crucial a ser observado.

As tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio e a relação entre Rússia e Ucrânia, continuarão no radar. A volatilidade do petróleo e seus reflexos na inflação global exigirão atenção. O mercado brasileiro, por sua vez, tentará navegar em meio às incertezas políticas e judiciais internas, buscando estabilidade para a recuperação de seus ativos.

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