Banco do Brasil libera R$ 2,5 bilhões para o Túnel Santos-Guarujá, impulsionando a mobilidade urbana em São Paulo.
O Banco do Brasil formalizou, nesta segunda-feira (13), a assinatura de uma operação de crédito crucial para o Estado de São Paulo. Os recursos, no valor de R$ 2,5 bilhões, serão destinados à participação do estado na Parceria Público-Privada (PPP) do aguardado Túnel Imerso Santos-Guarujá.
Este empreendimento histórico promete revolucionar o transporte entre as duas cidades, sendo o primeiro túnel imerso da América Latina. A obra, com extensão de 870 metros, representa um marco na infraestrutura de mobilidade urbana e se consolida como o maior investimento individual do Novo PAC Federal.
A assinatura do financiamento, com garantia da União, viabiliza o início das obras ainda este ano, conforme anunciado pelo Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. A expectativa é que as obras comecem em 2026 e sejam concluídas em até 48 meses, até o final de 2030.
Detalhes do Financiamento e Investimento Total
O custo total estimado para o Túnel Imerso Santos-Guarujá é de aproximadamente R$ 6,8 bilhões. Desse montante, R$ 2,7 bilhões serão investidos pelo governo federal, R$ 1,6 bilhão pela iniciativa privada e os R$ 2,5 bilhões liberados pelo Banco do Brasil para o governo do estado de São Paulo.
O Estado paulista terá um prazo de 23 anos para quitar o financiamento. As condições incluem juros equivalentes ao CDI acrescido de 1,5%, o que, segundo o Secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Samuel Kinoshita, torna a operação “ainda mais interessante” devido à garantia da União.
O Impacto do Túnel Santos-Guarujá
O túnel submerso conectará Santos e Guarujá através de uma travessia sob o canal portuário, representando um avanço significativo para a logística e a qualidade de vida na Baixada Santista e em todo o estado. A presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou a importância da colaboração entre os governos federal e estadual, e o banco.
“Quando existe compromisso com o crescimento do país, por responsabilidade e cooperação institucional, os resultados são sólidos e duradouros”, afirmou Medeiros, ressaltando a parceria histórica e sólida com o governo de São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participaram do evento.
Próximos Passos e Pendências
Apesar de uma pendência burocrática com o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministro Tomé Franca demonstrou otimismo, afirmando que a questão “não deverá atrasar” o início das obras. A resolução desta etapa final é aguardada para que os trabalhos sejam deflagrados conforme o cronograma previsto.
O secretário Samuel Kinoshita também celebrou o acordo, classificando o projeto como “muito bonito pelo que representa para toda a Baixada Santista, para todo o estado de São Paulo e para o Brasil, ao fim e ao cabo, em termos logísticos também”. O financiamento do Banco do Brasil, estruturado com a garantia da União, é fundamental para a concretização deste importante projeto.
