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STJ nega liberdade a piloto acusado de espancar jovem até a morte em Brasília, mantendo prisão preventiva

STJ mantém prisão de piloto acusado de espancar jovem até a morte em Brasília

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Pedro Turra, piloto de automobilismo acusado de agredir gravemente um adolescente de 16 anos, resultando em sua morte. A decisão, proferida pelo ministro Messod Azulay Neto, negou o pedido de habeas corpus da defesa.

O caso ganhou repercussão após a morte do jovem em janeiro deste ano, em Brasília. A agressão teria ocorrido após um desentendimento, evoluindo para uma briga que levou o adolescente a ficar internado por duas semanas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de falecer.

A defesa do piloto argumentava a ausência de requisitos legais para a prisão e alegava ameaças à integridade física de Turra no presídio. No entanto, a análise do STJ focou em aspectos processuais da solicitação, conforme divulgado nesta quarta-feira (18).

Decisão do STJ e o futuro do piloto

O ministro Messod Azulay Neto considerou o pedido de habeas corpus da defesa do piloto **prejudicado por questões processuais**. A argumentação da defesa era direcionada a uma decisão individual de um desembargador, mas o STJ apontou que o recurso deveria ter sido contra a decisão colegiada da turma do TJDFT, que já havia confirmado a prisão anteriormente.

Com a manutenção da decisão, Pedro Turra continuará **preso preventivamente** no presídio da Papuda, em Brasília. A situação do piloto se agravou na semana passada, quando ele se tornou réu pelo crime de homicídio doloso, indicando que a morte do adolescente foi intencional ou assumida como possível consequência de seus atos.

Relembre o caso: agressão e morte do adolescente

Pedro Turra foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A acusação detalha que o piloto desferiu um **soco no rosto do adolescente** durante uma briga, ocorrida em janeiro. O jovem, após a agressão, foi internado e veio a óbito no dia 7 de fevereiro, após 14 dias em estado grave na UTI.

As investigações da Polícia Civil inicialmente apontaram que a origem da confusão foi um desentendimento sobre um chiclete arremessado contra um amigo da vítima. Contudo, durante o andamento do inquérito, as autoridades concluíram que a **briga foi premeditada** e que o piloto contou com o auxílio de amigos para cometer a agressão.

Argumentos da defesa e riscos alegados

A defesa de Pedro Turra sustentou no STJ que a prisão preventiva não atendia aos requisitos legais. Os advogados também levantaram a preocupação com a segurança do piloto dentro da unidade prisional, afirmando que ele estaria sofrendo **ameaças e correndo risco real à sua integridade física**.

Apesar das alegações da defesa sobre as ameaças e a falta de fundamentação legal para a prisão, o STJ, ao analisar o mérito processual, **negou o pedido de liberdade**, mantendo o piloto sob custódia. O caso segue em andamento na justiça, com o piloto já sendo considerado réu pelo crime de homicídio doloso.

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