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Calor Extremo na Copa: 14 Sedes em Risco e Pausas para Hidratação Geram Debate Entre Atletas e Cientistas

Calor Intenso Desafia Jogadores e Organização na Copa do Mundo: Entenda os Riscos e as Medidas Adotadas

A Copa do Mundo deste ano está sendo marcada não apenas pelas disputas em campo, mas também pelo calor intenso que afeta sedes em diversos países. O duelo entre Brasil e Escócia, por exemplo, ocorreu sob temperaturas de 30°C, mesmo no fim da tarde, evidenciando o desafio climático da competição.

Estudos recentes alertam para os perigos do calor extremo, com pesquisas indicando que a maioria das sedes pode registrar níveis “potencialmente perigosos” de temperatura. Essa situação levanta questões sobre a saúde dos atletas, comissões técnicas, arbitragem e até mesmo torcedores presentes nos estádios.

Diante desse cenário, a Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro) recomenda pausas obrigatórias para hidratação em jogos com temperaturas acima de 30°C. Se o calor atingir 36°C, a orientação é pela interrupção ou adiamento das partidas. Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, a FIFA também adotou medidas, como limitar jogos em horários de pico de calor e priorizar estádios cobertos.

Preocupações Científicas e Recomendações da FIFPro

Uma pesquisa da Queen’s University Belfast, da Irlanda do Norte, identificou que 14 das 16 sedes da Copa, incluindo locais no México e Canadá, poderiam registrar níveis “potencialmente perigosos” de calor. O estudo, publicado no International Journal of Biometeorology, analisou dados meteorológicos dos últimos 20 anos.

A World Weather Attribution Initiative (WWA) também alertou, em maio, para os riscos em jogos marcados para o México e para o interior e sul dos Estados Unidos. A alta umidade em regiões costeiras e do centro-oeste norte-americano torna o calor ainda mais perigoso para a prática do futebol.

A FIFPro, sindicato global dos jogadores, sugere pausas obrigatórias para hidratação a partir de 30°C e a interrupção ou adiamento de jogos se a temperatura atingir 36°C, visando garantir a segurança de todos os envolvidos. A entidade realizou pesquisas que indicam que metade dos atletas considera as pausas adequadas, embora uma minoria de treinadores leve o clima em conta na escalação.

Pausas para Hidratação: Uma Medida Necessária ou Comercial?

A FIFA implementou uma pausa obrigatória de três minutos em cada tempo para hidratação em todas as 104 partidas da Copa, independentemente do clima. Essa medida, no entanto, divide opiniões, com alguns técnicos, atletas e torcedores vaiando a paralisação. Há críticas sobre o uso comercial desse intervalo, algo que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, refutou, afirmando ser “puramente uma questão esportiva”.

Por outro lado, 20 cientistas de renome internacional consideram que a pausa de três minutos é “insuficiente para gerar um impacto significativo na reidratação e no resfriamento corporal”. Em carta aberta divulgada em maio, eles defenderam pausas de pelo menos seis minutos.

Impacto do Calor Além das Quatro Linhas

Os especialistas ressaltam que o calor extremo exige mais do que paralisações para resfriamento, sendo fundamental o combate à queima de combustíveis fósseis. A WWA também destaca que os riscos climáticos à saúde se estendem para fora dos estádios, abrangendo a exibição pública dos jogos, aglomerações ao ar livre e celebrações associadas ao futebol.

A Copa de 1994, também sediada nos Estados Unidos, teve episódios de calor, mas em condições menos severas. A expectativa para este ano é de 26 jogos realizados a pelo menos 30°C, superando os 21 jogos nessa condição na edição de 32 anos atrás. Cinco confrontos devem ocorrer com temperaturas acima de 36°C, dois a mais que na Copa anterior em solo americano.

Próximo Desafio do Brasil Sob o Sol de Houston

Na fase de oitavas de final, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F em Houston, nos Estados Unidos. O jogo está previsto para às 14h (horário de Brasília), com previsão de temperatura na casa dos 33°C. Felizmente, o estádio conta com teto retrátil e ar-condicionado, o que pode amenizar o calor intenso.

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