Sábado, 15 de Agosto de 2026 às 17:33
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Sarampo: Quem Deve Tomar a Vacina e os Grupos que Precisam de Atenção Especial para Evitar Riscos

Sarampo: quem pode e quem não deve tomar a vacina contra a doença

A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, uma doença infecciosa grave que pode levar a complicações sérias. No entanto, nem todas as pessoas podem receber o imunizante. Existem grupos específicos que precisam de atenção redobrada e, em alguns casos, a vacina é contraindicada.

A campanha de vacinação contra o sarampo é direcionada a uma faixa etária específica e a residentes de determinadas cidades. É fundamental conhecer quem se enquadra nos grupos prioritários e, principalmente, quais são as situações em que a vacina não é recomendada para garantir a segurança de todos.

Compreender as particularidades da vacina contra o sarampo é essencial para que a imunização seja segura e eficaz. Conforme informação divulgada por órgãos de saúde, a vacina é feita com o vírus vivo atenuado, o que explica algumas das restrições. Entenda os detalhes para não errar na hora de se proteger.

Quem deve se vacinar contra o sarampo?

A campanha de vacinação contra o sarampo é destinada à população de 6 meses a 59 anos que reside nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Esses indivíduos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a dose da vacina, garantindo assim sua proteção contra a doença.

É importante que todos dentro dessa faixa etária e área geográfica elegível compareçam para se vacinar, pois o sarampo pode ter consequências graves, especialmente em crianças. Manter a caderneta de vacinação atualizada é um ato de cuidado individual e coletivo.

Grupos que não devem tomar a vacina contra o sarampo

Existem algumas contraindicações importantes para a vacina contra o sarampo. Gestantes, bebês com menos de seis meses de idade, pessoas com imunodeficiências graves e indivíduos com histórico de alergia severa a algum componente da vacina não devem receber o imunizante. Essas restrições visam evitar riscos à saúde desses grupos.

A vacina é produzida com o vírus vivo atenuado, ou seja, enfraquecido. Por isso, pessoas com o sistema imunológico comprometido podem não ter a resposta adequada ou até mesmo desenvolver a doença. Da mesma forma, gestantes não devem ser vacinadas devido ao risco de afetar o feto, já que o sistema imunológico da gravidez funciona de maneira mais lenta.

No caso de mulheres que descobriram a gravidez após tomar a vacina, é essencial o acompanhamento médico pré-natal. A recomendação é que a vacina tríplice viral seja atualizada pelo menos um mês antes da gravidez, e que a caderneta de vacinação esteja sempre em dia com os demais imunizantes.

Atenção especial para imunossuprimidos e alérgicos

Pessoas com imunodepressão, que realizam quimioterapia ou utilizam medicamentos que diminuem as defesas do corpo não devem ser vacinadas contra o sarampo. Isso inclui indivíduos que vivem com HIV e não estão com a carga viral controlada. A decisão de vacinar pessoas com HIV em tratamento deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde.

A imunossupressão, causada pelo uso de corticoides ou medicamentos para doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide, também exige cautela. Nesses casos, é fundamental conversar com um profissional de saúde antes de receber a vacina para avaliar a condição clínica e o risco-benefício.

Quanto às alergias, pessoas que já tiveram reações alérgicas graves, como anafilaxia, a doses anteriores da vacina ou a seus componentes, como gelatina ou neomicina, não devem tomar o imunizante. Contudo, pessoas com alergia a ovo podem ser vacinadas sem problemas.

Febre, gripe e a vacinação contra o sarampo

Indivíduos que apresentem febre devem aguardar a melhora completa antes de se vacinar contra o sarampo. O ideal é estar sem febre por pelo menos 24 horas e em bom estado geral. Essa precaução ajuda a evitar que os sintomas da doença sejam confundidos com possíveis reações à vacina.

Pessoas com resfriados leves, sem febre e em bom estado geral de saúde podem receber a vacina. A orientação é sempre buscar orientação médica em caso de dúvidas sobre o estado de saúde no momento da vacinação.

Idosos e quem já teve sarampo

Pessoas com 60 anos ou mais não fazem parte do público-alvo da campanha de rotina contra o sarampo, pois presume-se que já tiveram contato com o vírus e desenvolveram imunidade. No entanto, idosos que tiveram contato direto com casos suspeitos ou confirmados de sarampo devem ser avaliados para possível vacinação, caso não haja comprovação de imunidade prévia.

Quem teve sarampo com diagnóstico confirmado por médico ou exame laboratorial não necessita de dose adicional. Para aqueles que acreditam ter tido a doença, mas sem confirmação, a orientação é se vacinar. Na dúvida, a vacinação é a melhor forma de garantir a proteção.

Aqueles que não possuem registro ou não se lembram se tomaram a vacina contra o sarampo devem se vacinar. Uma dose adicional não causa prejuízos a quem já foi imunizado, e a vacinação é recomendada como medida preventiva para garantir a proteção.

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