Sexta-feira, 10 de Julho de 2026 às 14:50
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Operação da PF na Bahia desbarata esquema milionário de fraudes do INSS contra indígenas

Polícia Federal apura fraudes em benefícios do INSS para indígenas na Bahia, com suspeita de prejuízo milionário.

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (9) uma importante operação para combater um esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários destinados a segurados especiais indígenas na Bahia.

A investigação visa desarticular uma rede criminosa que utilizava documentos falsos para obter irregularmente aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema, que se estendia pelos municípios de Eunápolis e Porto Seguro, no sul do estado, pode ter causado um **prejuízo superior a R$ 100 milhões** aos cofres públicos.

Esta ação é um desdobramento da Operação Monã, que já apurava a utilização de declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas. Os envolvidos responderão por crimes como associação criminosa, estelionato previdenciário e corrupção. Conforme informação divulgada pela PF, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e a Justiça Federal determinou o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de envolvimento nas falsificações.

Detalhes da Operação e Medidas Punitivas

A operação desta quinta-feira focou em desarticular a atuação do grupo, que além de fraudar benefícios, é suspeito de **contratar empréstimos consignados** vinculados aos pagamentos irregulares. A PF informou que, por determinação judicial, foi autorizado o bloqueio de mais de **R$ 1,5 milhão** em contas bancárias dos principais investigados.

Um veículo também foi sequestrado como parte das medidas para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos e para impedir a continuidade das atividades criminosas. A atuação coordenada entre a PF e a CGU demonstra o compromisso em coibir fraudes previdenciárias e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

Esquema e Prejuízo Estimado

As investigações apontam que o grupo criminoso explorava a condição de segurados especiais indígenas para obter benefícios indevidos. A utilização de **declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas** foi a principal ferramenta para burlar o sistema do INSS e viabilizar a concessão de aposentadorias rurais e outros auxílios.

O prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões reflete a dimensão do esquema fraudulento. A PF ressalta que os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, evidenciando a gravidade das condutas apuradas.

Afastamento de Servidores e Busca por Ressarcimento

O afastamento de dois servidores públicos envolvidos nas falsificações é um indicativo da participação de agentes internos no esquema. Essa medida visa **impedir a continuidade das fraudes** e facilitar as investigações internas. A Justiça Federal busca, com o bloqueio de bens e valores, garantir o ressarcimento integral dos danos causados ao INSS.

A Operação Monã e seus desdobramentos, como a ação desta quinta-feira, reforçam a importância da fiscalização e do controle interno para a segurança dos sistemas previdenciários e a proteção do erário público. A PF continua as investigações para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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