Quinta-feira, 09 de Julho de 2026 às 11:27
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Cesta Básica Dispara em 17 Capitais em Junho: Feijão e Arroz Puxam Alta e Salário Mínimo Ideal Chega a R$ 8.110,92

Cesta Básica Pesada: Preços Sobem em Maio e Pressionam Orçamento Familiar

A cesta básica, item essencial na mesa dos brasileiros, apresentou um cenário de encarecimento em 17 capitais do país durante o mês de junho. Em contrapartida, algumas cidades registraram quedas no custo médio, mas o impacto geral da inflação nos alimentos continua sendo um desafio para muitas famílias.

A pesquisa, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela que a principal alta ocorreu em Boa Vista, com um aumento expressivo de 3,28%. Palmas, Rio Branco e Porto Alegre também figuram entre as capitais com as maiores elevações.

Por outro lado, João Pessoa liderou a lista de reduções, com uma queda de 3,97%, seguida por Recife e Maceió. Apesar dessas variações pontuais, o acumulado do ano mostra um quadro preocupante, com todas as capitais registrando alta nos preços da cesta básica, conforme divulgado pelo Dieese.

Feijão e Arroz no Centro da Alta dos Preços

Um dos principais vilões do aumento no custo da cesta básica em junho foi o feijão, que registrou elevação em todas as cidades analisadas. Segundo o Dieese, a escassez e a valorização do produto estão diretamente ligadas à redução da área cultivada e a adversidades climáticas que impactaram as safras.

Além do feijão, outros itens essenciais como o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral também apresentaram alta nos preços, contribuindo para o peso da cesta básica no orçamento doméstico. Esses aumentos refletem um cenário complexo para a economia brasileira.

São Paulo Lidera Cesta Mais Cara do País

Em junho, a capital paulista, São Paulo, deteve o título de cidade com a cesta básica mais cara do Brasil, atingindo um custo médio de R$ 965,47. Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis também apresentaram valores elevados, ultrapassando a marca dos R$ 900.

Em contraste, as cidades do Norte e Nordeste, com composições de cesta distintas, registraram os menores valores. Aracaju apresentou o menor custo médio, seguido por São Luís, Maceió e Natal, oferecendo um alívio relativo para os consumidores dessas regiões.

Salário Mínimo Ideal: Um Abismo em Relação ao Valor Atual

A pesquisa do Dieese também traz um dado alarmante sobre o poder de compra do salário mínimo. Considerando o custo da cesta básica mais cara (São Paulo, R$ 965,47 em junho) e a determinação constitucional de que o salário mínimo deve suprir despesas essenciais, o Dieese estimou que o valor ideal para o salário mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92.

Este montante é impressionantes cinco vezes superior ao salário mínimo atual, que está estabelecido em R$ 1.621. O dado evidencia a defasagem entre o rendimento mínimo e o custo de vida no país, especialmente no que diz respeito à alimentação e outras necessidades básicas.

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