Terça-feira, 28 de Julho de 2026 às 11:39
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Galípolo se Reúne com Presidente do BRB em Meio a Lenta Liberação de R$ 6,6 Bilhões e Críticas do Ministro da Fazenda

Galípolo Recebe Presidente do BRB em Momento Crítico para Resgate Financeiro

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reuniu-se nesta segunda-feira (27) com Nelson Antônio de Souza, presidente do Banco de Brasília (BRB). O encontro, que durou cerca de uma hora e ocorreu a portas fechadas, também contou com a presença de diretores de ambas as instituições.

A reunião acontece em um momento delicado para o BRB, que ainda aguarda a conclusão de etapas essenciais para a liberação de um pacote de socorro financeiro no valor de R$ 6,6 bilhões. Este resgate visa cobrir parte das expressivas perdas enfrentadas pelo banco.

A situação do BRB ganhou contornos mais graves com declarações do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que criticou duramente as operações do banco com o Banco Master, afirmando que o patrimônio do BRB foi comprometido. As informações sobre o encontro e as declarações foram divulgadas por fontes jornalísticas.

Detalhes da Reunião e Participantes Chave

A agenda oficial de Galípolo classificou o encontro como de “assuntos institucionais”. Além de Galípolo e Souza, participaram da reunião Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do BC, e Ana Paula Teixeira de Sousa, diretora de Controle e Riscos do BRB. A presença desta última é particularmente significativa, dada sua responsabilidade no monitoramento de riscos operacionais e falhas no banco.

O Pacote de Socorro e as Complicações para o BRB

O acordo para o resgate de R$ 6,6 bilhões, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de junho, ainda depende de diversas assinaturas e formalizações. Entre elas, estão os contratos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a formalização de contragarantias à União e a conclusão de auditorias financeiras.

As negociações para a liberação do empréstimo enfrentam obstáculos adicionais, com bancos privados exigindo garantias de instituições federais como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, o que transferiria o risco de inadimplência para esses órgãos.

Perdas Bilionárias e Críticas do Ministro da Fazenda

Em entrevista recente, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhou a gravidade da situação, afirmando que o BRB “basicamente passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo, papel que não valia nada”. Ele ressaltou que o patrimônio do banco foi comprometido por operações com ativos de baixa qualidade do Banco Master, resultando em perdas bilionárias.

Outros Fatores de Incerteza e Sanções do BC

Além da demora no socorro, o BRB também enfrenta dificuldades de liquidez, tendo cancelado recentemente um acordo de R$ 15 bilhões com a gestora Quadra Capital. A expectativa pela divulgação das demonstrações financeiras de 2025, exigência para o pacote de socorro, também contribui para a incerteza. Enquanto isso, o banco está sujeito a sanções do Banco Central, incluindo multas.

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