Segunda-feira, 27 de Julho de 2026 às 21:34
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O Adeus ao Ministro Octavio Gallotti: Velório no STF Marca Despedida de Ícone Jurídico Brasileiro

Velório de Octavio Gallotti no STF: Uma Homenagem a uma Vida Dedicada à Justiça

O Salão Branco do Supremo Tribunal Federal (STF) foi palco, nesta segunda-feira (27), para o velório do ministro aposentado Octavio Gallotti. A cerimônia reuniu autoridades do judiciário, familiares e amigos para prestar as últimas homenagens a um jurista que marcou época no país.

Gallotti faleceu no último domingo (26), aos 95 anos, deixando um legado de serviço público e dedicação à magistratura. Sua trajetória no STF, que se estendeu de 1984 a 2000, foi marcada por uma atuação ponderada e discreta, características ressaltadas por aqueles que o conheceram.

O sepultamento de Octavio Gallotti está marcado para esta terça-feira (28), às 16h, no tradicional Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, onde amigos e familiares darão o último adeus.

Um Legado Familiar na Magistratura Brasileira

A vocação para a magistratura parecia intrínseca à família de Octavio Gallotti. Nascido no Rio de Janeiro em 27 de outubro de 1930, ele seguia os passos de figuras proeminentes. Seu avô, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, foi ministro do STF entre 1917 e 1931, e seu pai, Luiz Gallotti, também ocupou uma cadeira na Corte de 1966 a 1968.

A tradição familiar se estende à atualidade, com sua filha, Maria Isabel Galotti, atuando como ministra no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Essa linhagem demonstra uma profunda conexão com o direito e o serviço público ao longo de gerações.

Trajetória de Discrição e Compromisso com o Estado

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, em nome da Corte, destacou a forma como Gallotti exerceu sua função. Fachin ressaltou que o ministro aposentado atuou com discrição, sem buscar protagonismos, o que, segundo ele, é um exemplo para as novas gerações de juristas.

“Sua trajetória testemunha uma geração que compreendia o exercício da jurisdição como missão de Estado, jamais como instrumento de afirmação pessoal”, disse Fachin, elogiando a postura de Gallotti, que era “firme sem arrogância, independente sem isolamento, humano sem abandonar o rigor do direito”.

Carreira Sólida Antes de Chegar ao STF

Antes de integrar o Supremo Tribunal Federal, Octavio Gallotti construiu uma carreira sólida em importantes órgãos públicos. Ele iniciou sua jornada como assistente da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Posteriormente, atuou como procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e chegou a ser ministro do próprio TCU. Sua nomeação para o STF, pelo então presidente João Figueiredo, foi o ápice de uma carreira dedicada ao direito e à justiça no Brasil.

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