Sábado, 12 de Setembro de 2026 às 07:06
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Diretor da PF Andrei Rodrigues Nega Monitoramento de Ministro André Mendonça e Pede Rejeição de Afastamento

Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, nega monitoramento ilegal de ministro André Mendonça e pede manutenção no cargo

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, apresentou nesta sexta-feira (11) uma manifestação contundente ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua defesa, Rodrigues refutou veementemente qualquer alegação de monitoramento ilegal de autoridades, incluindo o ministro André Mendonça e o Advogado-Geral da União.

Rodrigues sustentou que os relatórios de inteligência enviados ao STF, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, foram produzidos de forma regular e em estrito cumprimento de ordem judicial. Ele solicitou formalmente que seu afastamento do cargo de diretor-geral da PF seja rejeitado, buscando assim garantir a continuidade de seu trabalho.

As declarações surgem em resposta a uma decisão liminar do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, sob a alegação de irregularidades na confecção dos relatórios e um suposto monitoramento ilegal do próprio Mendonça. Conforme apurado, a tensão entre os ministros do STF se intensificou após a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.

Relatórios da PF produzidos sob ordem judicial, garante Andrei Rodrigues

Em sua defesa, Andrei Rodrigues afirmou categoricamente: “Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União“. Ele explicou que os documentos questionados não foram resultado de ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou qualquer medida invasiva, mas sim de determinações judiciais.

O diretor-geral também rebateu a acusação de que os relatórios seriam apócrifos, como alegado por Mendonça. Rodrigues esclareceu que os relatórios possuem autoria institucional, devidamente registrada em sistema, e que a ausência do nome do analista se deve à necessidade de proteção dos profissionais de inteligência, conforme previsto em decreto e na doutrina da área.

AGU reforça pedido para manutenção de Andrei Rodrigues no cargo

A Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestou em apoio a Andrei Rodrigues, reiterando o pedido para que ele permaneça no cargo. A AGU argumentou que o afastamento do diretor-geral da PF interfere diretamente nas competências constitucionais do Presidente da República e prejudica a cadeia de comando e a organização administrativa da corporação.

A AGU destacou que a direção-geral e a diretoria de Inteligência da PF integram o “núcleo de direção estratégica” da instituição, e o afastamento de seus titulares impacta não apenas os servidores, mas a própria estrutura da polícia.

Guerra de decisões entre ministros do STF

A crise no STF se agravou na semana passada, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que continha mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Em resposta, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News, com base em um relatório da PF que apontava indícios de improbidade administrativa e abuso de autoridade por parte do ministro.

A decisão de Mendonça de afastar Rodrigues e Almada, e de interromper a produção de relatórios de inteligência, gerou forte reação dentro da PF, com outros diretores colocando seus cargos à disposição em apoio a Andrei Rodrigues. Posteriormente, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Rodrigues e Almada, argumentando a ilegitimidade do Partido Novo para requerer o afastamento e o prejuízo às investigações.

No entanto, a decisão de Flávio Dino foi suspensa por Fachin, que, após a defesa de Rodrigues, irá decidir sobre a permanência do diretor-geral no comando da PF. A situação demonstra um complexo entrelaçamento de decisões judiciais e disputas institucionais no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

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