Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026 às 19:34
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INPC de Agosto Cai para -0,32%, Menor Taxa em 11 Meses, Impactando Correção de Salários e Benefícios Sociais

INPC registra deflação em agosto, influenciando reajustes salariais e benefícios do INSS

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou uma variação negativa de -0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a menor taxa registrada para o mês desde setembro de 2022, quando o índice também marcou -0,32%. A deflação em agosto, que se soma à observada em julho (-0,01%), sinaliza uma queda nos preços para a parcela da população com renda de um a cinco salários mínimos.

O acumulado do INPC nos últimos 12 meses chegou a 3,98%. Este indicador é fundamental pois serve como base para a correção anual de salários de diversas categorias e para o reajuste de benefícios sociais importantes, como o seguro-desemprego e o teto do INSS. A deflação em agosto pode ter implicações diretas no poder de compra de milhões de brasileiros.

A queda expressiva em agosto foi puxada principalmente pelo grupo de habitação, que registrou uma variação de -2,17%, com impacto de -0,38 ponto percentual. O IBGE atribui essa redução ao Bônus de Itaipu, um desconto concedido na conta de luz aos consumidores no mês passado. Essa medida específica teve um peso significativo na desaceleração geral do índice.

Impacto direto na correção de salários e benefícios

O INPC é utilizado como referência para o reajuste salarial de muitos trabalhadores. O cálculo do salário mínimo, por exemplo, considera o dado de novembro. Além disso, o seguro-desemprego, o teto do INSS e outros benefícios para quem ganha acima do salário mínimo são corrigidos com base no resultado acumulado do INPC até dezembro. Uma inflação menor ou negativa pode significar reajustes menores ou até mesmo perdas no poder de compra, dependendo da negociação salarial.

INPC e IPCA: Entendendo as diferenças

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que também registrou deflação (-0,32%). Embora ambos os índices tenham apresentado queda, eles diferem em seu escopo. O INPC foca nas famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621.

Cestas de consumo e pesos dos produtos

A pesquisa do INPC abrange 367 produtos e serviços, dez a menos que o IPCA. O IBGE atribui pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados em cada índice. Por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do INPC, mais do que os aproximadamente 21% no IPCA. Isso ocorre porque famílias de menor renda tendem a gastar proporcionalmente mais com alimentação. Em contrapartida, o peso do preço de passagens aéreas é menor no INPC do que no IPCA.

Objetivo do INPC na correção do poder de compra

De acordo com o IBGE, o principal objetivo da apuração do INPC é a correção do poder de compra dos salários. Ele faz isso medindo as variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com menor rendimento. Assim, o índice busca garantir que o rendimento desses trabalhadores acompanhe as mudanças no custo de vida, especialmente em itens essenciais.

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