Terça-feira, 01 de Setembro de 2026 às 22:10
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Brasil e EUA: Negociações de Comércio Retomam Após Tarifas de 25% e 12,5% Sob Fogo Cruzado

Brasil e EUA retomam diálogo comercial após imposição de tarifas americanas

Governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA) reiniciam nesta segunda-feira (31) as conversas sobre o comércio bilateral. A retomada ocorre após a Casa Branca ter aplicado, unilateralmente, uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras no final de julho.

O encontro foi viabilizado por um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto. Na ocasião, Lula reiterou a posição brasileira de que as tarifas são infundadas, levando Trump a propor a volta das negociações entre as equipes técnicas.

A disputa comercial ganhou novos contornos com a imposição de uma segunda tarifa, de 12,5%, justificada pelos EUA com alegações de falhas no combate ao trabalho forçado. Essa justificativa, segundo o governo brasileiro, foi elaborada para contornar a decisão da Suprema Corte americana que derrubou tarifas anteriores em fevereiro.

Tarifas de 25% e 12,5%: As Justificativas e a Perspectiva Brasileira

A tarifa de 25%, direcionada exclusivamente ao Brasil, baseou-se em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). As alegações apontam para práticas comerciais consideradas “desleais” pelo governo americano, incluindo questões como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol brasileiro.

O governo brasileiro, contudo, classifica a tarifa de 25% como politicamente motivada, argumentando que as justificativas apresentadas não refletem a realidade. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, relatou que os negociadores americanos exigiam a abertura total dos mercados brasileiros sem oferecer contrapartidas.

Contexto Geopolítico e Econômico da Disputa Comercial

A imposição de tarifas pelo governo Trump contra o Brasil insere-se em um contexto de esforços da Casa Branca para reafirmar sua influência na América Latina. Essa ofensiva ocorre em meio ao crescente peso econômico da China na região nas últimas décadas.

O Brasil também avalia a situação como uma tentativa de influenciar as eleições gerais que ocorrerão em outubro no país. A retomada das negociações é vista como um passo importante para tentar resolver as divergências e restabelecer um fluxo comercial mais equilibrado entre as duas nações.

Mais detalhes sobre este assunto podem ser acompanhados no programa Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.

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