Museu Nacional Ganha Gigante Pré-Histórico: Réplica de Dinossauro Brasileiro Impressiona com 15 Metros
A paisagem da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, ganhou um novo e monumental habitante. Desde o último domingo, 14 de julho, uma impressionante réplica animatrônica do Oxalaia quilombensis, um dos mais significativos dinossauros já descobertos no Brasil, adorna a entrada do Museu Nacional.
Com seus cinco metros de altura e impressionantes 15 metros de comprimento, o dinossauro robótico promete atrair olhares e despertar a curiosidade de visitantes de todas as idades. Esta doação especial, vinda do Parque Terra dos Dinos, localizado em Miguel Pereira, no estado do Rio, reforça o papel vital do Museu Nacional na preservação e divulgação da ciência brasileira.
O Museu Nacional, a mais antiga instituição científica do Brasil com 208 anos de história e administrado pela UFRJ, recebe com entusiasmo este presente que celebra a paleontologia nacional. A réplica do Oxalaia quilombensis ficará em exibição externa até agosto, antes de ser transferida para a entrada do Centro de Visitantes, o Estação Museu Nacional, um ponto de acolhimento para grupos agendados.
O Gigante Piscívoro do Maranhão
O Oxalaia quilombensis pertence ao grupo dos Spinosauridae e viveu há aproximadamente 95 milhões de anos, na região que hoje corresponde à Ilha do Cajual, no Maranhão. Considerado um dos maiores predadores do Brasil pré-histórico, este dinossauro possuía hábitos predominantemente piscívoros, sendo perfeitamente adaptado para a captura de peixes em ambientes aquáticos e costeiros.
Parceria Científica e Reconhecimento
A chegada do animatrônico é um reflexo do reconhecimento à colaboração científica entre o Museu Nacional/UFRJ e o Parque Terra dos Dinos. A parceria, que se iniciou desde a concepção do parque em Miguel Pereira, teve como objetivo garantir o rigor científico na apresentação do conteúdo aos visitantes.
O acompanhamento técnico do projeto pelo Museu Nacional, sob a curadoria do renomado paleontólogo Alexander Kellner, ex-diretor da instituição, assegurou a precisão das informações apresentadas. A paleontóloga Juliana Sayão, vice-diretora do Museu Nacional, destacou a importância dessa colaboração.
Formação de Recursos Humanos e Legado Científico
Juliana Sayão ressaltou que a descrição do Oxalaia quilombensis foi realizada por paleontólogos do próprio Museu Nacional, incluindo uma aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UFRJ. Isso, segundo ela, “reforça o compromisso da nossa instituição com a ciência, a educação e a formação de recursos humanos”.
Um fato marcante é que parte do fóssil original do Oxalaia quilombensis, que estava depositado no Museu Nacional, foi resgatada após o incêndio de 2018, com apoio financeiro conjunto do Ministério da Educação (MEC), da UFRJ e do governo da Alemanha, demonstrando a resiliência e a importância do acervo.
Um Convite à Exploração do Passado
A presença do Oxalaia quilombensis em frente ao Museu Nacional não é apenas uma atração visual, mas um convite para que todos se reconectem com o passado remoto do Brasil. A iniciativa visa inspirar novas gerações a se interessarem pela paleontologia e pela rica história natural do nosso país, celebrando a ciência e a cultura.
