USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Selic: Mercado Aumenta Previsão para 13,75% ao Ano e IPCA Supera Meta, Guerra no Oriente Médio Impacta Economia

Mercado financeiro eleva projeção da Selic para 13,75% e inflação pode estourar meta em 2024

A segunda semana seguida de revisões para a taxa básica de juros, a Selic, mostra um mercado financeiro apreensivo com o cenário econômico. Na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a expectativa para os juros ao final de 2026 subiu de 13,5% para 13,75% ao ano. Essa atualização reflete as incertezas geradas por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio.

O boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, compila as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia. Para os anos seguintes, as previsões indicam uma trajetória de queda na Selic: 12% ao ano em 2027 e 10,25% em 2028, chegando a 10% em 2029. A Selic é a principal ferramenta do BC para controlar a inflação.

A reunião do Copom ocorre nesta terça e quarta-feira, e a expectativa do mercado é que a taxa Selic seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última decisão, em abril, o colegiado optou por um corte de 0,25 ponto percentual, apesar das tensões globais. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic esteve em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.

Impacto da Selic na Economia

A redução da Taxa Selic tende a tornar o crédito mais barato, incentivando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação e estimular a atividade econômica. Por outro lado, quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e podem dificultar a expansão da economia.

É importante notar que os bancos consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Essas variáveis também influenciam o custo final do crédito.

Inflação em Alta e Meta Atingida

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, também foi elevada. A estimativa para este ano passou de 5,11% para 5,3%. Essa é a décima quarta semana consecutiva de alta na projeção, com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio elevando os preços de combustíveis e alimentos, estourando o intervalo da meta estabelecida pelo BC.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, entre 1,5% e 4,5%. Em maio, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, já fora do teto da meta. As projeções para os próximos anos indicam inflação em 4,1% em 2027, 3,68% em 2028 e 3,5% em 2029.

PIB e Câmbio: Projeções para o Futuro

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano subiu de 1,91% para 1,96%, conforme o boletim Focus. Para 2027, a projeção para o PIB permanece em 1,7%, com expansão estimada em 2% para 2028 e 2029. Dados do IBGE indicam que a economia cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, com destaque para o setor agropecuário, marcando o quinto ano seguido de expansão. Quanto ao câmbio, a previsão para o dólar no final deste ano está em R$ 5,20, com expectativa de R$ 5,25 ao final de 2027.

Menu