USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Neymar na Seleção: Comentaristas da EBC debatem convocação e surpreendem com análise sobre o craque e outros nomes para a Copa

Comentaristas da EBC analisam lista final de convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, com foco em Neymar e outras surpresas

A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, anunciada na última segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, colocou Neymar como centro das atenções. Em depoimentos à Agência Brasil, comentaristas do núcleo de Esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) avaliaram a lista do técnico Carlo Ancelotti.

A discussão girou em torno da presença do atacante, que não vestia a Amarelinha desde outubro de 2023 e enfrentou diversas lesões ao longo do ciclo. A opinião dos especialistas se dividiu entre a surpresa e a justificativa tática ou comercial para sua inclusão.

A lista final, com 26 nomes, gerou debates intensos sobre as escolhas de Ancelotti. Além de Neymar, outros jogadores convocados e aqueles que ficaram de fora também foram analisados pelos profissionais da EBC. Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, a análise completa revela diferentes perspectivas sobre a força do elenco brasileiro para a disputa do torneio.

Neymar: entre a experiência e as dúvidas

Para Sergio du Bocage, a escolha por Neymar não chega a ser uma surpresa, mas confirma que o grupo de atletas que vai ao Mundial, apesar de ter boa qualidade, não é composto por protagonistas como o próprio camisa 10 “já foi um dia”. Bocage ponderou que, aos 34 anos, o ritmo de Neymar no Santos pode não ser o mesmo exigido por uma Copa do Mundo.

“Aos 34 anos, ele pode estar em um bom ritmo no Santos, mas não sei se no mesmo patamar que uma Copa exige”, afirmou Bocage. Ele acrescentou que, com a possibilidade de convocar 26 jogadores, Neymar acabou entrando na lista, algo que talvez não acontecesse se fossem apenas 23 convocados, como era até 2018.

Por outro lado, Bruno Mendes e Marcelo Smigol consideraram a convocação do camisa 10 do Santos, que soma seis gols e quatro assistências em 15 jogos na temporada, como correta. Mendes destacou o “peso” e a “importância” de Neymar no futebol mundial, enquanto Smigol viu a convocação como uma oportunidade para o jogador mostrar seu valor em campo.

“Apesar de achar que não está jogando uma bola redonda para ser convocado, achei bom ele ter chamado, para botá-lo para jogar”, avaliou Smigol. Ele ressaltou que, caso Neymar não fosse convocado, as críticas poderiam surgir em caso de derrota da equipe.

Já Rodrigo Ricardo viu a presença de Neymar como uma surpresa, atribuindo a convocação a “questões comerciais, pressão de patrocinadores, pela própria opinião pública”. Ele acredita que Ancelotti não quis “entrar nessa bola dividida”, já que Neymar nunca havia sido convocado pelo treinador e suas atuações recentes não justificariam a chamada, servindo “para compor elenco, pela experiência e o nome que ele tem”.

Rachel Motta também não acredita que Neymar chegue como titular absoluto e questiona como será o esquema tático de Ancelotti com o jogador, especialmente considerando que a posição de ponta esquerda já é ocupada por Vinícius Júnior.

Surpresas e ausências que geram debate

Além de Neymar, outros nomes chamaram a atenção. A convocação do goleiro Weverton, do Grêmio, e do atacante Rayan, do Bournemouth (Inglaterra), foram pontos positivos para os comentaristas. Rodrigo Ricardo elogiou Rayan, destacando sua “grande Premier League” em sua primeira temporada na Europa e seu “momento ascendente”.

Rachel Motta explicou que Weverton “ganhou a vaga por conta das falhas do Bento e do Hugo Souza nas últimas atuações pelos clubes”, falhas consideradas inaceitáveis para jogadores em nível de seleção.

Bruno Mendes complementou, elogiando o bom nível de futebol de Rayan e considerando Weverton como uma opção para a titularidade, especialmente com Alisson lesionado e Ederson em temporada irregular. A lembrança do zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, também foi elogiada por Mendes.

A presença de Lucas Paquetá, meia do Flamengo, dividiu opiniões. Rodrigo Ricardo questionou sua convocação, afirmando que “não vinha jogando tão bem” e “caiu de nível”. Em contrapartida, Bocage defendeu Paquetá, dizendo que ele “ganhou a posição do Andrey Santos” e “vem jogando bem no Flamengo”. Rachel Motta viu Paquetá como uma “ótima opção”, “um jogador com experiência no futebol europeu” e “excelente opção de criação”, mesmo que seja para ser reserva.

Pedro e João Pedro, as ausências sentidas

Entre os jogadores que não foram lembrados, a ausência de Pedro, artilheiro do Campeonato Brasileiro, foi a que mais chamou atenção. Bocage acredita que Ancelotti deu preferência a Igor Thiago por ele “jogar na Premier League” e estar “mais acostumado a esse futebol que se pratica na Europa”, lamentando a ausência do atacante.

Rodrigo Ricardo considera que Pedro, “pelo momento e por não termos um jogador de referência”, poderia ter sido utilizado. Bruno Mendes resumiu que “o Pedro e o João Pedro são ausências sentidas”, apesar de reconhecer que Ancelotti precisa fazer escolhas.

Otimismo para a busca pelo Hexa

Apesar das discussões, os comentaristas da EBC acreditam que o Brasil tem condições de buscar o título da Copa do Mundo. Marcelo Smigol expressou confiança no trabalho de Ancelotti, afirmando que “ninguém sabe melhor que o Ancelotti quem ele vai usar e de quem ele precisa para ganhar a Copa”.

Rodrigo Ricardo concluiu com otimismo, dizendo que “o Ancelotti tem bom material humano. Não é uma seleção espetacular, mas pode fazer bom papel e, se der sorte e tudo se encaixar, trazer o hexa sonhado”. A torcida é para que a equipe brasileira represente bem o país e traga o tão desejado título mundial.

Menu