O Sindismar (Sindicato dos Servidores Municipais de Arujá) anunciou paralisação dos servidores para a próxima quinta-feira, após mais uma proposta da Prefeitura ser rejeitada por maioria de votos em assembleia realizada na noite de ontem (27).
Em nota, a entidade informou que a nova contraproposta não atende às demandas centrais da categoria nem enfrenta os problemas estruturais que vêm sendo relatados. “A contraproposta apresentada não contempla avanços concretos que garantam a recomposição adequada das perdas acumuladas nem assegura melhorias efetivas na estrutura dos serviços públicos”, destacou o sindicato.
O Sindismar ressaltou que a greve seguirá todos os trâmites legais e que não há intenção de prejudicar a população. Segundo a entidade, a defesa por melhores condições de trabalho está diretamente ligada à qualidade do serviço prestado.
Por sua vez, o prefeito Luís Camargo informou em suas redes sociais que a administração encaminhou três propostas ao sindicato. Na última, segundo ele, foi oferecido reajuste salarial de 8%, composto por 4,30% de IPCA, 1,70% de aumento real e 2% de anuênio.
O chefe do Executivo também destacou aumento nos benefícios, com o Vale-Alimentação (VA) passando para R$ 650 e o Vale-Refeição (VR) para R$ 350. Além disso, mencionou a finalização do Plano de Cargos e Carreiras, elaborado pelo IBAM, gratificação para comissões internas e a ampliação de uma falta abonada neste ano.
Para o prefeito, a decisão pela greve representa a posição de uma pequena parcela dos servidores. Ele fez um apelo, especialmente aos profissionais de setores essenciais. “Greve deve ser o último recurso, nunca o primeiro”, declarou, reiterando que a Prefeitura permanece aberta ao diálogo, dentro dos limites da lei.
