Quinta-feira, 16 de Julho de 2026 às 10:39
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Serviços em Queda: Transportes Puxam Recuo de 0,4% em Maio, Afetando Economia e Turismo Brasileiro

Setor de serviços desacelera em maio com recuo de 0,4%, puxado por transportes

O setor de serviços no Brasil registrou uma queda de 0,4% em maio, um resultado que surpreendeu o mercado e interrompeu uma sequência de altas. A principal causa para essa retração foi o desempenho negativo do segmento de transportes, que tem um peso significativo na composição geral do setor.

A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que essa desaceleração veio abaixo das expectativas de economistas, que previam uma variação próxima a zero. Apesar do recuo em maio, o setor ainda acumula alta de 1,9% no ano e 2,6% nos últimos 12 meses.

Os dados revelam que o setor de serviços está 19,6% acima do patamar pré-pandemia de COVID-19, mas ligeiramente abaixo do pico histórico registrado em outubro de 2025. A análise detalhada mostra que, dos cinco grupos de atividades pesquisadas, dois apresentaram queda, sendo o transporte o principal vilão.

Transportes e Logística Sentem o Impacto

O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentou uma queda de 1% em maio. Essa retração foi o principal fator a puxar o setor de serviços para baixo, dado que este segmento representa cerca de um terço (33,67%) do peso total da pesquisa. Houve uma menor receita em empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e logística.

Especificamente, o volume de transporte de passageiros recuou 1,3% em maio na comparação com o mês anterior. O transporte de cargas também não ficou imune, registrando uma variação negativa de 0,2%. Esses números indicam um cenário de menor movimentação e receita nestas áreas cruciais para a economia.

Serviços às Famílias Continuam em Alta, Mas Turismo Apresenta Queda

Em contrapartida, os serviços prestados às famílias apresentaram uma leve alta de 0,2%, alcançando o maior patamar desde dezembro de 2014. Segundo o analista Rodrigo Lobo, do IBGE, isso se deve a fatores como o baixo desemprego, a massa de rendimentos elevada e o controle da inflação, que impulsionam o consumo das famílias brasileiras.

Por outro lado, o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) recuou 0,4% em maio em relação a abril. Apesar disso, o Iatur ainda se mantém 10,8% acima do nível pré-pandemia. O Iatur abrange atividades ligadas ao turismo, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros, e sua queda em maio pode ser um reflexo do desempenho mais fraco de outros setores.

Desempenho Detalhado dos Segmentos de Serviços

Além da queda nos transportes e do recuo no turismo, outros serviços também apresentaram variação negativa. O grupo de outros serviços caiu 1,9%, enquanto os serviços de informação e comunicação ficaram estáveis com 0% de variação. Os serviços profissionais, administrativos e complementares foram o destaque positivo, com um avanço de 2%.

A análise comparativa com meses anteriores mostra a volatilidade recente: maio (-0,4%), abril (1,1%), março (-0,9%), fevereiro (0,1%) e janeiro (0%). Essa flutuação ressalta a sensibilidade do setor de serviços a diversos fatores econômicos e de mercado, exigindo atenção contínua dos analistas e formuladores de políticas econômicas.

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