Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026 às 08:12
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Menopausa: Secura Vaginal, Dor e Falta de Desejo Têm Tratamento, Afirma Especialista da Febrasgo

Queixas sexuais na menopausa não são naturais e podem ser tratadas, diz ginecologista

Sintomas como secura vaginal, dor durante o sexo e a diminuição do desejo sexual são comuns na menopausa, mas não devem ser encarados como inevitáveis ou ignorados. A saúde sexual feminina é um aspecto fundamental do bem-estar em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa, ressalta a ginecologista Jussimara Souza Steglich, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica. Muitas vezes, profissionais de saúde deixam de abordar o tema por considerarem que pacientes mais velhas não possuem vida sexual ativa, um equívoco que precisa ser combatido.

Além da falta de iniciativa por parte dos médicos, muitas mulheres sentem vergonha de falar sobre sexo, considerando-o um tema proibido. No entanto, a especialista enfatiza que a sexualidade deve ser natural e discutida abertamente com o médico e o parceiro, conforme informação divulgada pela Febrasgo.

A importância de uma abordagem completa para o bem-estar sexual

Para manter uma vida sexual satisfatória após a menopausa, é essencial adotar uma abordagem multifacetada. Isso inclui cuidados com a saúde mental, a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada. Esses fatores, combinados, contribuem para o bem-estar geral, que reflete diretamente na sexualidade.

A médica Jussimara Souza Steglich também aponta para a possibilidade de tratamento hormonal, sempre sob orientação médica. O uso de hormônios pode ser uma ferramenta importante para aliviar sintomas incômodos da menopausa que afetam a vida sexual, mas a decisão deve ser individualizada e acompanhada por um profissional.

Doenças podem estar associadas a dores sexuais

É importante notar que queixas como a secura vaginal e a dor durante as relações sexuais podem, em alguns casos, ser sintomas de outras condições de saúde. Doenças como endometriose, aderências ou doenças inflamatórias pélvicas podem causar dor profunda na pelve, impactando o prazer e o bem-estar sexual.

A dor sexual pode levar à contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico, intensificando o desconforto. Nesse cenário, a ginecologista Jussimara Souza Steglich sugere a importância de um trabalho multidisciplinar, envolvendo diferentes especialistas para tratar tanto a dor quanto a tensão muscular associada.

Longevidade e sexualidade feminina em debate

A longevidade feminina está intrinsecamente ligada à discussão sobre menopausa e sexualidade. No Brasil, aproximadamente 30 milhões de mulheres estão na faixa etária da menopausa, e dados nacionais indicam que 82% delas experimentam sintomas que afetam significativamente sua qualidade de vida, incluindo a saúde sexual.

Abordar essas questões abertamente é fundamental para garantir que as mulheres possam desfrutar de uma vida plena e satisfatória em todas as suas dimensões, inclusive a sexual, mesmo após a chegada da menopausa. A busca por informação e o diálogo com profissionais de saúde são os primeiros passos para o alívio e o tratamento.

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