O 59º Festival de Brasília consagra “Se eu fosse vivo…vivia” como grande vencedor, premiando a sensibilidade e a força da narrativa do diretor André Novais Oliveira.
A noite de sábado (19) marcou o encerramento da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais importantes eventos do audiovisual no país. O grande destaque da cerimônia foi o longa-metragem “Se eu fosse vivo…vivia”, dirigido por André Novais Oliveira, que arrebatou o cobiçado Troféu Candango, principal honraria do festival.
Além do prêmio máximo, o filme, que já vinha gerando burburinho pela sua abordagem sensível, também foi reconhecido nas categorias de melhor figurino e melhor roteiro, demonstrando a excelência em diversos aspectos da sua produção. A força da atuação e a importância da participação de Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira nas cenas foram celebradas com menção honrosa.
A história, ambientada no interior de Minas Gerais na década de 1970, acompanha Gilberto e Jacira, um casal que celebra 50 anos de união. A trama ganha contornos inusitados quando Jacira é internada, e Gilberto se vê imerso em vivências fora do comum, explorando temas como amor, memória e a passagem do tempo de forma profunda e tocante.
Um Festival Recordista e Diverso
Este ano, o Festival de Brasília, o mais longevo do Brasil, registrou um número expressivo de inscrições, totalizando 2 mil filmes. Deste universo, mais de 70 produções foram selecionadas para compor as diversas mostras do evento. A programação incluiu não apenas as competições oficiais de longas e curtas-metragens, mas também sessões paralelas e especiais que celebraram artistas e temáticas relevantes para o cinema nacional.
Exibição dos Vencedores para o Público
A partir deste domingo, o Cine Brasília, palco principal do festival, abre suas portas para exibir os filmes que se destacaram nas mostras competitivas. O longa “Se eu fosse vivo…vivia” terá uma exibição especial de reprise nesta segunda-feira (21), às 20h, com entrada gratuita, oferecendo ao público a oportunidade de prestigiar a obra que emocionou e conquistou o júri.
O impacto de “Se eu fosse vivo…vivia”
A vitória de “Se eu fosse vivo…vivia” reforça a importância de histórias que mergulham na intimidade e na experiência humana, especialmente aquelas que resgatam memórias e afetos do passado. A narrativa de André Novais Oliveira se conecta com o público pela sua autenticidade e pela forma como aborda as complexidades das relações humanas ao longo da vida.
O reconhecimento no Festival de Brasília é um marco para o cinema brasileiro, destacando produções que, como “Se eu fosse vivo…vivia”, conseguem dialogar com o público de maneira profunda e significativa, explorando a riqueza cultural e as particularidades do Brasil. A premiação também impulsiona a visibilidade de André Novais Oliveira e de seu trabalho junto à crítica e ao público cinéfilo.
