USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Lula pede a Fazenda avaliação de prejuízos de sanções dos EUA contra CV e PCC; Durigan alerta para “injustiça”

Lula aciona Fazenda para analisar impacto de sanções dos EUA sobre facções brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma análise detalhada sobre os potenciais prejuízos que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos pode gerar para empresas e bancos no Brasil.

A reunião entre os dois ocorreu no Palácio da Alvorada, onde a principal preocupação levantada foi o impacto de protocolos externos na soberania econômica e na estabilidade das instituições financeiras nacionais. O governo teme que a “discricionariedade” nas ações americanas possa causar danos “irreais ou fantasiosos” à economia do país.

“Vamos seguir combatendo as organizações criminosas, então nós insistimos nesse ponto e evitar que haja prejuízo irreal, fantasioso para nossa economia. Nós temos que evitar isso com todo custo. É uma grande injustiça”, declarou Durigan após o encontro, reforçando o compromisso em proteger o setor produtivo brasileiro de sanções baseadas em critérios que não reflitam a realidade.

Abertura para diálogo com autoridades americanas

O ministro Durigan reiterou a disposição do Brasil em dialogar com autoridades dos Estados Unidos sobre a classificação de facções brasileiras como terroristas. Embora não haja conversas agendadas com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, Durigan afirmou que está sempre aberto a esse tipo de encontro e que mantém contato direto com os norte-americanos.

“Eu estou sempre aberto. Tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, não. A gente está reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos”, explicou. Ele adicionou que, assim que tiver um diagnóstico claro da situação, levará as informações a Bessent.

Defesa do setor produtivo e investimentos sustentáveis

A prioridade do governo brasileiro, segundo Durigan, é monitorar as ações do governo Trump para salvaguardar empresários, empregos e instituições financeiras contra interferências externas que possam prejudicar o desenvolvimento nacional. “O que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado, ótimo. A gente sempre acha bem-vindo. O que não pode é quando quer atrapalhar”, enfatizou o ministro.

Para mitigar riscos, a Fazenda tem promovido conversas com empresários de diversos setores, incluindo o financeiro, buscando entender vulnerabilidades e preocupações do mercado produtivo. Paralelamente, Durigan abordou com Lula a agenda internacional de investimentos do Brasil, com viagens planejadas para a China e o Japão para apresentar o programa Eco Invest Brasil e buscar recursos para investimentos sustentáveis.

Análise do PIB e foco em investimento fixo

O encontro entre o ministro e o presidente também serviu para detalhar dados recentes do Produto Interno Bruto (PIB). Especificamente, foram discutidos os números da formação bruta de capital fixo, que é o principal indicador de investimento do país. A economia brasileira apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, com a formação bruta de capital fixo registrando um aumento de 3,5%.

Menu