IBGE Libera Mapas-Múndi Inéditos com Projeção Equal Earth Após Aprovação Global na ONU
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anuncia a partir desta quinta-feira (7), Dia da Independência do Brasil, a disponibilidade em sua loja virtual de mapas-múndi inéditos, com projeções que vão de 2024 a 2026. A novidade representa um marco na cartografia, alinhando o país a uma **representação global mais fiel às proporções reais da Terra**.
Essa mudança significativa foi **aprovada globalmente na última sexta-feira (4)**, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A votação contou com um **amplo apoio de 164 países**, que concordaram com a adoção da projeção Equal Earth, uma alternativa que se aproxima das representações já disseminadas pelo IBGE.
A única nação a votar contra a proposta foram os Estados Unidos, com seis países optando pela abstenção. Este avanço, embora recente em termos de aprovação formal, é fruto de uma antiga demanda por mapas que **reflitam com mais precisão a realidade geográfica**, distanciando-se de representações historicamente distorcidas. As informações foram divulgadas pelo IBGE.
O Fim da Distorção Histórica na Cartografia
Por séculos, a maioria dos mapas-múndi utilizou a **projeção de Mercator**, criada pelo cartógrafo Gerardus Mercator no século XVI. Embora útil para a navegação na época, essa projeção **distorce significativamente o tamanho real dos continentes**, especialmente na África e na América do Sul, que aparecem menores do que são. Regiões como a América do Norte e a Groenlândia, em contraste, são **ampliadas desproporcionalmente**.
Essa distorção é um reflexo da perspectiva dos colonizadores europeus, que moldaram a forma como o mundo era representado. A União Africana, que liderou o movimento pela mudança, argumenta que a projeção de Mercator **diminui a percepção do tamanho real de seus territórios** e de outras regiões do hemisfério sul.
A Projeção Equal Earth: Um Passo Rumo à Justiça Geográfica
A projeção Equal Earth, agora adotada pela ONU e pelo IBGE, busca corrigir essas distorções. Ela oferece uma representação **mais equilibrada das áreas continentais**, garantindo que as proporções sejam mais próximas da realidade. Isso significa que a África e a América do Sul, por exemplo, serão apresentadas com suas **dimensões mais fiéis**.
Maria do Carmo Bueno, Diretora de Geociências do IBGE, destacou a importância dessa decisão. Ela afirmou que a adoção da projeção Equal Earth pela ONU **reforça o compromisso do IBGE** em acompanhar inovações cartográficas e em adotar representações que promovam um olhar mais **equilibrado e justo sobre o nosso planeta**.
O Impacto da Nova Representação Global
A disponibilidade desses novos mapas-múndi pelo IBGE terá um impacto educacional e cultural significativo. Ao apresentar um mundo mais fiel às suas proporções, a nova projeção pode **influenciar a percepção global**, promovendo uma maior consciência sobre a real dimensão dos países e continentes. A mudança representa um **avanço importante para a cartografia moderna**.
A iniciativa do IBGE e a aprovação da ONU demonstram um movimento global em direção a uma **representação geográfica mais democrática e precisa**. O abandono gradual de projeções antigas e distorcidas abre caminho para uma compreensão mais acurada do mundo em que vivemos, enfatizando a importância da **justiça e do equilíbrio na forma de mapear**.
