Quarta-feira, 22 de Julho de 2026 às 09:09
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Guarda Revolucionária do Irã Ataca Amazon no Bahrein e Radares Americanos, Trump Ameaça Instalações Nucleares

Irã Afirma Ter Destruído Central de Dados da Amazon no Bahrein e Alvos Militares Americanos no Kuwait e Jordânia

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã comunicou, nesta terça-feira (21), ter realizado um ataque bem-sucedido contra a central de dados da gigante americana Amazon, localizada no Bahrein. Segundo o comunicado divulgado pelo braço armado iraniano, a infraestrutura de dados foi atingida por diversos mísseis de cruzeiro e, consequentemente, destruída.

A Amazon, que oferece serviços de armazenamento em nuvem para governos e empresas na região do Oriente Médio, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. Esta não é a primeira vez que o Irã direciona ataques contra unidades da empresa, tendo realizado ações semelhantes contra instalações da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein em março.

O Exército do Bahrein, por sua vez, confirmou em nota ter frustrado diversos ataques aéreos iranianos nesta terça-feira, descrevendo as ações como “ilegais contra civis” sem especificar os locais exatos atingidos. A informação foi divulgada pelo g1.

Novos Ataques e Ameaças Ampliam o Conflito

A Guarda Revolucionária do Irã também anunciou ter atacado radares de alerta e defesa antimísseis dos Estados Unidos no Kuwait, especificamente na Base Aérea de Jaber. A ação foi apresentada como um prelúdio para “ondas mais decisivas e mais pesadas de ataques de drones e mísseis”.

Além disso, o Irã declarou ter mirado bases americanas na Jordânia. Um comunicado da IRGC, veiculado pela mídia iraniana Press TV, alegou que vários militares americanos teriam morrido após forças iranianas atacarem um complexo que abrigava tropas americanas na região de al-Rukban, na Jordânia.

Resposta Americana e Ameaça Nuclear

Em contrapartida, os Estados Unidos informaram ter realizado uma nova série de ataques com o objetivo de “degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”. O Comando Central dos EUA no Oriente Médio detalhou que os alvos incluíram centros de comando militar iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, e sistemas de defesa aérea do Irã.

Nesta mesma terça-feira (21), o presidente Donald Trump reiterou sua ameaça ao complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz. Trump declarou que o local será atacado “muito, provavelmente muito em breve, e não há nada que eles possam fazer a respeito”, enfatizando a força da resposta americana.

Escalada da Guerra Impacta o Preço do Petróleo e Rotas Marítimas

A intensificação do conflito no Oriente Médio, que expõe fragilidades no acordo nuclear entre Irã e EUA, já reflete no mercado global. O preço do barril de petróleo Brent registrou uma alta de cerca de 2% nesta terça-feira, alcançando US$ 90, após ter caído para US$ 72 no início de julho. Isso aponta para a instabilidade gerada pela escalada de tensões.

A situação foi agravada na segunda-feira (21) com o anúncio dos houthis do Iêmen, aliados do Irã, sobre um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, aliada dos EUA, no Estreito de Bab el-Mandeb. Os houthis justificaram a ação como retaliação ao “cerco injusto e opressivo” imposto pelos sauditas.

A Arábia Saudita negou o cerco ao Iêmen e condenou a decisão de atacar embarcações do reino que transitam pelo estreito. O Estreito de Bab el-Mandeb é uma importante porta de entrada para o Mar Vermelho, e seu fechamento total poderia reduzir o abastecimento global de combustíveis em até 7%. Já o Estreito de Ormuz é responsável por até 20% do comércio mundial de petróleo.

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), expressou preocupação com a segurança do abastecimento global de combustíveis e a incerteza gerada no mercado pela escalada da guerra. “As ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou cada vez mais importante como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, agravam ainda mais essas preocupações”, afirmou Birol em nota publicada nesta terça-feira.

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