Quarta-feira, 22 de Julho de 2026 às 22:38
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Dólar despenca para o menor valor em meses com petróleo em alta e fluxo estrangeiro turbinando a Bolsa

Dólar cai a R$ 5,05 com petróleo aquecido e fluxo estrangeiro, impulsionando Bolsa brasileira para cima

O dólar comercial fechou em R$ 5,053 nesta quarta-feira (22), marcando o menor valor desde o início de junho e registrando a terceira sessão consecutiva de queda. Essa desvalorização da moeda americana foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a forte alta do petróleo, a entrada de capital estrangeiro no Brasil e o apetite dos investidores pelos juros elevados do país.

O cenário favorável para o real também se refletiu na Bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou mais de 2%, ultrapassando novamente a marca dos 177 mil pontos. O dia foi marcado pela valorização expressiva do petróleo, com o barril subindo mais de 3% em meio a crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Esses movimentos, conforme divulgado pela Reuters, indicam um otimismo renovado no mercado financeiro brasileiro. A alta do petróleo, em especial, melhora as perspectivas para a balança comercial do Brasil, que é um exportador líquido do commodity, fortalecendo a moeda nacional frente ao dólar.

Petróleo em alta sustenta o real e impulsiona a Bolsa

A valorização do petróleo, que se aproximou dos US$ 95 o barril, foi um dos principais motores da queda do dólar. O Brent para setembro fechou em alta de 3,36%, a US$ 94,07, enquanto o WTI subiu 2,95%, a US$ 86,83. Essa escalada nos preços do petróleo é reflexo das crescentes tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, e o receio de interrupções no transporte marítimo em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

A alta do petróleo beneficia diretamente o Brasil, como exportador do produto, melhorando o saldo da balança comercial e atraindo mais dólares para o país. Isso contribui para a valorização do real e, consequentemente, para a queda do dólar.

Fluxo estrangeiro e juros altos atraem investidores

A diferença entre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos continua a ser um fator crucial para atrair investidores estrangeiros. A taxa Selic, que se mantém em patamares elevados, oferece um retorno mais atrativo em comparação com os juros americanos, incentivando a entrada de recursos no mercado brasileiro. O fluxo cambial total acumulado em 2026 até julho, por exemplo, ficou positivo em US$ 17,946 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Essa entrada de capital estrangeiro não só pressiona o dólar para baixo, mas também impulsiona a Bolsa de Valores. Analistas apontam que o mercado brasileiro se tornou mais atrativo para investidores em busca de ativos com preços mais competitivos em relação a outras bolsas internacionais, mesmo com os principais índices de Nova York em queda.

Ibovespa retoma alta e fecha acima dos 177 mil pontos

O Ibovespa encerrou o pregão com uma alta expressiva de 2,44%, atingindo 177.547,57 pontos, o maior nível desde o dia 10. Esse desempenho positivo interrompeu uma sequência de cinco sessões de baixa e foi impulsionado principalmente por ações de mineradoras, petroleiras e bancos.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a forte valorização do petróleo no mercado internacional, com os papéis ordinários subindo 2,39% e os preferenciais avançando 2,21%. O setor de commodities, em geral, foi beneficiado pelo cenário de alta nos preços das matérias-primas globais.

Impacto limitado de tarifas americanas no câmbio

Apesar da implementação de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e de medidas de apoio governamental às empresas afetadas, o impacto sobre o câmbio foi considerado limitado. O mercado já precificava esses fatores, o que diminuiu sua influência sobre a cotação do dólar. A força dos outros fatores, como a alta do petróleo e o fluxo estrangeiro, prevaleceu no movimento de desvalorização da moeda americana.

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