Terça-feira, 14 de Julho de 2026 às 17:45
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Copa do Mundo 2026: Semifinais Reúnem Apenas Campeões Mundiais Após 36 Anos, Um Show de Gigantes Históricos

A Copa do Mundo de 2026 está prestes a testemunhar um feito raro: as semifinais reunirão exclusivamente seleções que já conquistaram o título mundial. Este cenário não era visto desde a Copa do Mundo de 1990, na Itália, marcando um retorno de gigantes do futebol.

Argentina, França, Espanha e Inglaterra, somando impressionantes sete títulos mundiais, representam aproximadamente um terço de todas as conquistas nas 22 edições já realizadas do torneio. Este quarteto de campeões promete um espetáculo à altura de suas gloriosas trajetórias.

A disputa pelo primeiro lugar na final começa nesta terça-feira (14), com o confronto entre França e Espanha, em Dallas, a partir das 16h (horário de Brasília). No dia seguinte, quarta-feira (15), a Argentina medirá forças com a Inglaterra no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos, definindo o segundo finalista.

A última vez que as semifinais contaram com quatro campeões mundiais foi em 1990. Naquela ocasião, a Argentina, já bicampeã, enfrentou a anfitriã Itália em Nápoles. Em um jogo emocionante decidido nos pênaltis, a Albiceleste prevaleceu após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar.

O peso histórico das semifinais de 1990

Na mesma edição de 1990, a Inglaterra, campeã em 1966, disputou uma semifinal pela primeira vez desde seu título. Seu adversário era a Alemanha Ocidental, que buscava sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo. Assim como no outro confronto, a decisão foi para os pênaltis, com a Alemanha se sagrando vencedora e, posteriormente, tricampeã mundial. As semifinais de 1990 foram, de fato, as mais “pesadas” em termos de títulos, com os quatro participantes acumulando oito das treze conquistas anteriores do torneio, com apenas Brasil e Uruguai ausentes entre os campeões.

Caminhos distintos para a glória

Analisando o percurso das seleções até as semifinais de 2026, França e Espanha demonstraram maior eficiência, alcançando esta fase sem a necessidade de prorrogação ou disputas de pênaltis. Os franceses, conhecidos como “Bleus”, precisaram de 282 minutos em campo, superando Suécia, Paraguai e Marrocos. Já a “Fúria” espanhola jogou por 285 minutos, vencendo Áustria, Portugal e Bélgica, muitas vezes com gols decisivos nos momentos finais, como os marcados por Mikel Merino.

Por outro lado, a Inglaterra teve um caminho mais desgastante. Após vencer a República Democrática do Congo e o México no tempo normal, a equipe precisou da prorrogação para eliminar a Noruega, totalizando 327 minutos em campo. A Argentina, por sua vez, acumulou 364 minutos de jogo, passando por Cabo Verde, Egito e Suíça, com apenas a vitória contra os egípcios ocorrendo sem a necessidade de tempo extra.

Ranking da FIFA: O reflexo da elite

Curiosamente, a Argentina enfrentou adversários com posições mais baixas no ranking da FIFA antes da Copa, enquanto a Espanha encarou os rivais teoricamente mais difíceis. A França superou equipes bem posicionadas, e a Inglaterra também teve desafios consideráveis.

Este cenário se reflete no ranking histórico da FIFA, criado em dezembro de 1992. Pela primeira vez, os quatro semifinalistas da Copa do Mundo ocupam as quatro primeiras posições no ranking. A Argentina liderava antes do torneio, mas foi ultrapassada pela França, que subiu duas posições. A Espanha caiu de segundo para terceiro, e a Inglaterra manteve a quarta colocação. A Espanha ostenta o maior tempo na liderança do ranking entre os semifinalistas, com 2.154 dias, principalmente entre 2008 e 2013. A Argentina soma 1.697 dias como líder, enquanto a França está em primeiro pelo 554º dia. A Inglaterra jamais ocupou o topo do ranking, tendo como melhor resultado o terceiro lugar.

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