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CBV recorre ao STF contra lei em Londrina que impede atletas trans de jogar vôlei, cita Tiffany Abreu

CBV entra com ação no STF contra lei municipal que proíbe atletas trans no vôlei

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) tomou uma medida drástica ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma lei municipal de Londrina, no Paraná. A norma, que entrou em vigor neste ano, impede a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade.

O principal argumento da CBV é que a lei interfere diretamente nos jogos das semifinais da Copa Brasil, programados para ocorrerem na cidade paranaense neste final de semana. A confederação busca garantir a continuidade das competições sem restrições discriminatórias.

A ação protocolada na última quarta-feira (25) destaca o caso da atleta Tiffany Abreu, a primeira mulher transgênero a disputar competições de vôlei no Brasil. Tiffany, que atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde, tem partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, em Londrina.

Tiffany Abreu e a regulamentação da CBV para atletas trans

A CBV argumentou ao Supremo que a proibição da lei municipal prejudica a atleta Tiffany Abreu, que já participa regularmente da competição. A entidade ressaltou que a jogadora está devidamente registrada e apta a atuar, cumprindo todos os requisitos estabelecidos pela política de elegibilidade da CBV.

“No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registrada e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se os termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, cumpridos os requisitos da política de elegibilidade da CBV”, afirmou a confederação em sua petição.

Posicionamento do Osasco São Cristóvão Saúde em defesa de Tiffany

Em nota oficial, o clube Osasco São Cristóvão Saúde manifestou apoio integral à atleta Tiffany Abreu. A equipe destacou que a jogadora atua profissionalmente há mais de oito anos, possui uma conduta exemplar e atende rigorosamente a todos os critérios médicos estabelecidos pela CBV.

O clube reforçou seu compromisso com os valores do esporte, que incluem a **inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos**. “Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação”, declarou a equipe.

Ação no STF e a relatora da causa

A ação que pede a suspensão da lei municipal de Londrina está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. A decisão do STF sobre o caso poderá estabelecer um precedente importante sobre a participação de atletas transgêneros em competições esportivas no Brasil.

A CBV, ao buscar a intervenção do Supremo, visa garantir que as regras nacionais e as políticas de inclusão da confederação prevaleçam sobre legislações municipais que criem barreiras discriminatórias para atletas trans.

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