Sábado, 26 de Setembro de 2026 às 06:50
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Argentina em Crise: Pobreza Dispara para 32,3% e Atinge 9,7 Milhões de Pessoas no 1º Semestre de 2026

Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32,3% da população em 2026

A pobreza na Argentina apresentou um **aumento preocupante**, alcançando **32,3% da população** nos 31 principais aglomerados urbanos do país durante o primeiro semestre de 2026. Este índice representa **9,7 milhões de pessoas** em situação de vulnerabilidade, um crescimento significativo em relação aos 28,2% registrados no semestre anterior. As regiões abrangidas pela pesquisa concentram 30,1 milhões de argentinos, a maioria da população nacional.

Os dados oficiais, divulgados pelo Instituto Nacional de Dados Estatísticos (Indec), revelam um cenário desafiador para a economia argentina. O aumento da pobreza ocorre em um contexto de **fechamento de empresas e demissões**, além de uma **queda na atividade econômica**, que retraiu 2,9% em julho deste ano em comparação com junho, conforme medição do próprio Indec.

Este cenário contrasta com o período inicial do governo de Javier Milei, quando a pobreza havia subido de 41,7% (2º semestre de 2023) para 52,9% (2º semestre de 2024). Desde então, o indicador vinha em queda, sendo apresentado como um dos sucessos da gestão. Agora, os números indicam uma **reversão dessa tendência positiva**, gerando apreensão sobre o futuro econômico do país vizinho.

### Aumento da Indigência e Impacto nos Mais Jovens

Além do crescimento geral da pobreza, o número de pessoas classificadas como **”abaixo da linha da indigência”** também subiu. Passou de 6,3% no segundo semestre de 2025 para **7,5% no primeiro semestre de 2026**, totalizando 2,2 milhões de pessoas em extrema pobreza. A cesta básica alimentar e a cesta básica total, que incluem despesas essenciais como moradia e transporte, tiveram aumentos significativos, enquanto a renda familiar per capita teve um crescimento menor.

O Indec ressalta que o grupo mais afetado pela pobreza na Argentina é composto por **crianças e adolescentes de até 14 anos**, representando **44,5% do total de pessoas em situação de pobreza**. Este dado evidencia a urgência de políticas públicas voltadas para a proteção e o desenvolvimento infantil no país.

### Governo Minimiza Dados e Aponta Fatores Transitórios

Em resposta aos números divulgados, o ministro da Economia argentino, Luis Caputo, tentou **minimizar o impacto do aumento da pobreza e da indigência**. Ele destacou que, apesar do avanço em relação ao semestre anterior, ambos os indicadores registraram uma **forte queda em comparação com o primeiro semestre de 2024**.

Caputo também abordou a retração de 2,9% na atividade econômica em julho, atribuindo-a a “diversos choques transitórios”. Segundo o ministro, fatores como a menor disponibilidade de gás para a indústria, chuvas e nevascas acima da média histórica afetando construção e mineração, e a menor carga horária em alguns setores devido à Copa do Mundo, influenciaram negativamente o resultado mensal. Ele ressaltou que, no acumulado do ano, a atividade econômica ainda apresenta crescimento de 1,7%.

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