A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um importante alerta à população, reforçando a necessidade de manter a vacinação contra o sarampo em dia. A imunização é reconhecida como a forma mais eficaz de prevenção, protegendo tanto o indivíduo quanto a comunidade. Em 2026, o estado registrou um total de sete casos confirmados da doença, evidenciando a importância da vigilância contínua.
Diante desse cenário, a SES-SP implementou uma medida estratégica para ampliar a proteção, especialmente para os bebês. Desde 25 de junho, a dose zero da vacina tríplice viral é recomendada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, residentes em São Paulo e Guarulhos. O objetivo é criar uma barreira de proteção antecipada contra o sarampo.
É fundamental esclarecer que a dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Após receberem a dose zero, as crianças devem seguir o esquema vacinal de rotina, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente da vacina tetraviral, aos 15 meses. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Vacinação é a Chave para a Proteção Coletiva
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, enfatiza a importância da vacinação. “A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e procurem uma unidade de saúde sempre que houver dúvida ou necessidade de atualização do esquema vacinal”, orienta Lang.
A recomendação se estende a todas as faixas etárias. Crianças, adolescentes e adultos que não completaram o esquema vacinal recomendado devem procurar uma unidade de saúde para verificar e atualizar sua situação vacinal. Manter o esquema vacinal em dia é uma medida essencial para reduzir o risco de transmissão do sarampo.
Ação Especial de Vacinação nas Estações da CPTM
Para facilitar o acesso à vacinação, a SES-SP, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) e a CPTM, realizará uma ação especial de vacinação contra o sarampo em quatro estações de trem na capital paulista. A iniciativa ocorrerá entre os dias 6 e 20 de julho, buscando alcançar um número maior de pessoas, especialmente aquelas que utilizam o transporte público diariamente.
A campanha de vacinação nas estações CPTM acontecerá das 9h às 16h. As estações participantes são: Comendador Ermelino, Guaianases, Itaim Paulista e São Miguel Paulista. Esta é uma excelente oportunidade para quem ainda não se vacinou ou precisa atualizar a caderneta.
Quem Deve se Vacinar Contra o Sarampo?
A dose zero da vacina tríplice viral é destinada a bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos. Essa dose também pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal em áreas com casos suspeitos ou confirmados de sarampo, conforme avaliação epidemiológica.
Para a vacinação de rotina, crianças devem receber a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade. A segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), deve ser administrada aos 15 meses.
Pessoas de 5 a 29 anos devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem apresentar o comprovante das duas doses é considerado vacinado. Já para pessoas de 30 a 59 anos, a comprovação de uma dose da vacina tríplice viral é suficiente para serem consideradas vacinadas.
Trabalhadores da área da saúde, independentemente da idade, devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, conforme sua situação vacinal. A atualização dessas informações foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Dúvidas sobre Vacinação? Acesse o Portal 100 Dúvidas
Para esclarecer todas as dúvidas sobre vacinação, o portal vacina100duvidas.sp.gov.br oferece um rico acervo de informações. O site reúne respostas para as perguntas mais frequentes da população sobre a eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos associados à não vacinação. É uma ferramenta valiosa para a conscientização e tomada de decisões informadas sobre a saúde.
