Domingo, 05 de Julho de 2026 às 14:09
ADVERTISEMENT

Brasil busca quebrar jejum histórico contra europeus em Copas e tabu contra a Noruega neste domingo

Brasil mira fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas do Mundo

A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), com um objetivo além da classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. O time canarinho busca encerrar dois tabus históricos: a primeira vitória contra a Noruega e superar um adversário europeu em mata-mata de Mundial.

A Noruega é, historicamente, um adversário indigesto para o Brasil. Em quatro confrontos, a seleção europeia nunca foi derrotada, acumulando dois empates e duas vitórias. Este retrospecto negativo contra os nórdicos é um dos focos da equipe brasileira para a partida.

Além do desafio contra a Noruega, o Brasil busca também reverter uma sequência preocupante contra seleções europeias em jogos eliminatórios de Copas. Desde o título de 2002, o Brasil acumula eliminações dolorosas para equipes do continente, um padrão que a atual geração espera quebrar.

Conforme informação divulgada pela reportagem do ge, a motivação para quebrar essa “escrita” é clara entre os jogadores. “A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória”, projetou o lateral Douglas Santos.

Histórico desafiador contra a Noruega

O primeiro encontro entre Brasil e Noruega ocorreu em 28 de julho de 1988, em Oslo, com um empate em 1 a 1. Naquela partida, nomes como Taffarel, Jorginho e Romário vestiam a camisa brasileira, enquanto a equipe norueguesa contava com jogadores cujos filhos integram a atual geração, como Erik Thorstvedt e Goran Sorloth.

Em 30 de maio de 1997, a Noruega voltou a surpreender o Brasil, vencendo por 4 a 2 em um amistoso. Tore André Flo, com 1,93m, infernizou a defesa brasileira com dois gols. Curiosamente, o pai de Erling Haaland, Alf-Inge Haaland, também estava presente naquele jogo, e o atual técnico da Noruega, Stale Solbakken, era jogador.

Na Copa do Mundo de 1998, na França, o Brasil voltou a ser superado pela Noruega, desta vez por 2 a 1, em partida válida pela fase de grupos. Tore André Flo novamente marcou, e Kjetil Rekdal garantiu a vitória norueguesa de pênalti.

O confronto mais recente aconteceu em 16 de agosto de 2006, em Oslo, com um empate em 1 a 1. A partida marcou a estreia de Dunga no comando da Seleção Brasileira, que evitou a derrota com gol de Daniel Carvalho.

Cinco Copas sem vitória contra europeus em mata-mata

A última vez que o Brasil venceu uma seleção europeia em jogo eliminatório de Copa do Mundo foi na final de 2002, contra a Alemanha. Desde então, o Brasil acumulou uma série de eliminações traumáticas.

Em 2006, na Alemanha, a derrota nas quartas de final para a França, por 1 a 0, com gol de Thierry Henry, marcou o início do jejum.

Na Copa de 2010, na África do Sul, a Holanda venceu o Brasil por 2 a 1 nas quartas de final, em uma partida marcada pela expulsão de Felipe Melo e virada holandesa.

A Copa de 2014, no Brasil, é lembrada pela dolorosa derrota por 7 a 1 para a Alemanha nas semifinais, um dos resultados mais chocantes da história do torneio.

Em 2018, na Rússia, a Seleção Brasileira caiu nas quartas de final diante da Bélgica, com derrota por 2 a 1.

Na Copa do Catar, em 2022, o Brasil foi eliminado pela Croácia nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal e prorrogação, com Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.

Motivação para escrever um novo capítulo

Diante desse cenário, a busca pela vitória contra a Noruega ganha um peso adicional, representando não apenas a superação de um adversário direto, mas também a quebra de um ciclo negativo contra as potências europeias em momentos cruciais do torneio.

O atacante Matheus Cunha ressaltou a importância de superar essas dificuldades. “Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação em edições anteriores porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia”, afirmou.

“Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, concluiu o atacante, demonstrando a confiança e o desejo da equipe em reescrever o futuro da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.

Menu