Irã na expectativa por vaga no mata-mata da Copa do Mundo após gol polêmico ser anulado
O Irã precisará de uma espera angustiante para saber se avançará para a fase de oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe empatou em 1 a 1 com o Egito em uma partida dramática, com um gol que poderia ter garantido a vitória nos acréscimos sendo anulado por impedimento.
A decisão de anular o gol gerou frustração e deixou o técnico Amir Ghalenoei desapontado com a falta de sorte da equipe. “Em três partidas, não fomos recompensados pelos nossos esforços”, afirmou ele, segundo a mídia estatal iraniana. “A justiça do futebol não esteve do nosso lado.”
Enquanto o Egito, já classificado, celebra sua inédita chegada ao mata-mata, o Irã, com três pontos, agora depende de outros resultados para avançar como um dos melhores terceiros colocados. A equipe aguarda o desfecho de outras partidas para ter seu destino definido.
Egito garante classificação inédita para o mata-mata
O Egito terminou em segundo lugar no grupo, atrás da Bélgica no saldo de gols, e garantiu sua vaga nas oitavas de final. A equipe enfrentará a Austrália em Dallas no dia 3 de julho, em um feito histórico para o futebol egípcio. O goleiro Mostafa Shobeir, que defendeu um pênalti iraniano, celebrou o momento: “É algo inacreditável, acho que é histórico”.
Partida eletrizante com reviravoltas
A partida começou em ritmo acelerado. O Egito abriu o placar logo aos 5 minutos com Mahmoud Saber, mas o Irã respondeu rapidamente. Ramin Rezaeian empatou aos 14 minutos com um chute quase sem ângulo. O jogo se tornou mais desorganizado após o início frenético, mas reservou um final emocionante.
Nos acréscimos, após uma cabeçada de Mehdi Taremi que acertou a trave, Shoja Khalilzadeh marcou o que parecia ser o gol da vitória iraniana, provocando euforia e invasão de campo. No entanto, a revisão do VAR confirmou o impedimento de Khalilzadeh, anulando o lance e frustrando a equipe.
Taremi critica restrições de viagem e expressa esperança
O atacante Mehdi Taremi, que perdeu um pênalti no primeiro tempo, lamentou a situação da equipe e criticou as restrições de viagem impostas ao Irã nos Estados Unidos. “É um desastre esta Copa do Mundo. É um desastre. Agora temos que viajar de novo, voltar para Tijuana, sem recuperação, sem nada — não é justo”, declarou. Apesar da tristeza, Taremi mantém a esperança: “Estou triste, mas temos esperança — os seres humanos sempre têm esperança”.
Contexto social e político da partida
A partida foi marcada por uma forte presença de torcedores egípcios, mas também havia um número significativo de iranianos. Alguns presentes exibiam bandeiras pré-revolucionárias e vaiaram o hino nacional do Irã. A organização local nomeou o jogo como “Jogo do Orgulho” e algumas bandeiras arco-íris foram vistas no estádio, embora o evento tenha transcorrido sem incidentes fora de campo.
