Rayan destaca a mentalidade defensiva ensinada por Carlo Ancelotti no ataque da Seleção Brasileira, fator crucial na vitória sobre a Escócia.
O jovem atacante Rayan, com apenas 19 anos, tem se destacado não apenas por sua juventude, mas também por sua inteligência em campo. O primeiro gol do Brasil na vitória por 3 a 0 contra a Escócia, na Copa do Mundo, foi um exemplo claro dessa desenvoltura. Rayan aproveitou uma falha da defesa escocesa, desarmou o zagueiro e serviu Vinícius Júnior, abrindo o placar em Miami.
Com essa assistência, Rayan se tornou o jogador mais jovem a dar um passe para gol pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo em 40 anos, superando nomes como Müller. Sua participação já havia entrado para a história ao se tornar o titular mais jovem do Brasil em um mundial desde 1970.
Em entrevista coletiva, Rayan revelou que essa postura ativa na marcação é um pedido constante de Carlo Ancelotti. O técnico italiano enfatiza a importância de os jogadores de ataque iniciarem a pressão defensiva. Essa filosofia tem sido fundamental para o desenvolvimento de Rayan e para o desempenho da equipe.
A filosofia de Ancelotti: marcar para depois jogar
Rayan compartilhou que tem evoluído significativamente na parte defensiva desde o ano passado. Ele ressaltou a insistência de Ancelotti em priorizar a marcação: “Ele pede para a gente primeiro marcar e depois jogar. Essa parte é muito importante para a gente que está lá na frente, perto do gol”. O atacante acredita que essa mentalidade trará bons resultados nos próximos jogos, incluindo o confronto contra o Japão.
O jovem atacante demonstrou confiança no trabalho que vem sendo realizado durante a semana, projetando o duelo contra o Japão pelas oitavas de final. A Seleção Brasileira se prepara para enfrentar os japoneses buscando a classificação para a próxima fase do torneio.
Reconhecimento a Diniz e Iraola
Além de Ancelotti, Rayan fez questão de agradecer a outros treinadores que foram importantes em sua formação. Fernando Diniz, que o comandou no Vasco, é visto por ele como um “pai”. “Na minha parte defensiva, como todo mundo viu no jogo passado, ele me ajudou bastante nisso. Se deixar, ele me liga quase todo dia. Vou levar para sempre no coração”, declarou.
O atacante também mencionou Andoni Iraola, seu ex-treinador no Bournemouth. Iraola, que agora comanda o Liverpool, auxiliou Rayan em sua jornada até a Seleção. “Desde que cheguei lá, ele conversou comigo toda semana. Falou que me ajudaria a chegar à seleção brasileira e deu certo. Um cara que me ajudou bastante e será muito feliz no Liverpool”, afirmou.
Raízes e a busca pelo Hexa
Rayan não esquece suas origens, tendo crescido na comunidade da Barreira do Vasco. Filho do ex-zagueiro Valkmar, ele relembra os sacrifícios feitos e sente um imenso orgulho por estar vivendo este momento. “A gente sabe do sofrimento que passou lá atrás. É um sentimento de muito orgulho”, disse.
O atacante, que em 2022 entregava “santinhos” eleitorais, agora tem a chance de ajudar o Brasil a conquistar o hexacampeonato. “Quando criança, a gente trabalha para viver esse momento. A gente sabe de onde veio e dos muitos jogadores que passaram por aqui. Chegou o meu momento. Quero aproveitar o máximo possível, que é trazer o hexa para o Brasil”, concluiu Rayan, demonstrando ambição e gratidão.
