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Economia Brasileira Surpreende: Crescimento de 0,1% em Abril, Indica Prévia da FGV em Meio a Juros Altos e Guerra no Oriente Médio

Economia Brasileira Mostra Estabilidade com Crescimento de 0,1% em Abril, Revela Prévia da FGV

A economia brasileira demonstrou uma notável estabilidade em abril, registrando um crescimento de 0,1% em comparação com o mês anterior. Este desempenho ocorre em um cenário desafiador, marcado por juros elevados e o impacto do aumento do preço do petróleo devido a conflitos internacionais.

A pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), também aponta para uma expansão de 1,8% quando comparado a abril de 2025. Esses números indicam uma economia que, apesar dos obstáculos, mantém uma trajetória de crescimento.

Conforme informação divulgada pela FGV, a economista Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB, destacou a resiliência do país. “A maior parte dos componentes da economia teve desempenho positivo, indicando certa resiliência em meio ao cenário de juros elevados e aumento do preço do barril do petróleo, como uma das consequências da guerra no Oriente Médio”, afirmou.

Desempenho Econômico em Meio a Juros e Conflitos Globais

Em abril, a Taxa Selic, a taxa básica de juros, permaneceu em 14,75%, uma estratégia do Banco Central (BC) para controlar a inflação. O BC realizou um corte de 0,25 ponto percentual no final do mês, e outro corte de 0,25 p.p. em 17 de abril, reduzindo a Selic para 14,25%. Essa cautela nos cortes reflete a preocupação com o cenário externo, incluindo a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis no Brasil.

Para mitigar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis, o governo brasileiro implementou medidas como cortes de tributos e subsídios para produtores e importadores. Essas ações buscam amenizar os efeitos da volatilidade nos mercados internacionais sobre a economia doméstica.

Setores Chave Impulsionam o Crescimento do PIB

O Monitor do PIB da FGV revelou que, no trimestre móvel encerrado em abril, o consumo das famílias apresentou um crescimento expressivo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este é o maior patamar de alta desde fevereiro de 2025, sinalizando uma recuperação no poder de compra e na confiança do consumidor brasileiro.

As exportações também tiveram um desempenho notável, com um avanço de 9,3%. Cerca de 60% desse resultado positivo foi impulsionado pelo setor extrativo, cujas exportações cresceram 27,8% no trimestre móvel. Esse desempenho nas exportações contribui significativamente para o saldo da balança comercial e para a geração de divisas no país.

Outro indicador positivo foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas e equipamentos. Após quatro trimestres de queda, a FBCF registrou uma expansão de 0,7% no trimestre móvel. Este é um sinal encorajador para o futuro, indicando um aumento na capacidade produtiva e na confiança dos investidores no longo prazo.

Perspectivas e Resultados Oficiais

A taxa de investimento da economia em abril foi estimada em 18%, segundo a FGV. Em termos monetários, o PIB acumulado no ano até abril atingiu R$ 4,376 trilhões em valores correntes. O Monitor do PIB funciona como um termômetro importante da economia, complementando outros indicadores como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

O IBC-Br indicou uma expansão de 0,5% na passagem de março para abril e de 1,6% em 12 meses. O resultado oficial do PIB será divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que já reportou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre. A próxima divulgação do IBGE trará os dados do segundo trimestre de 2026, aguardados com expectativa pelo mercado.

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