Mascotes da Copa: Águia-careca, símbolo dos EUA, renasceu após ameaça de extinção e encanta torcedores
A Copa do Mundo já começou, e com ela, a tradição das mascotes que encantam o público e representam a identidade dos países sede. Este ano, o torneio é sediado por Canadá, México e Estados Unidos, e cada país escolheu um animal emblemático para simbolizar a competição.
Os bonecos de Maple (um alce), Zayu (uma onça-pintada) e Clutch (uma águia-careca) já estão à venda, buscando engajar torcedores de todas as idades. Mais do que meros personagens, eles carregam significados culturais e ambientais importantes, como a história de superação da águia-careca.
Estes animais foram criados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para representar a cultura e a identidade das nações anfitriãs. O objetivo é conectar as torcidas e o público infantil com o espírito do Mundial, celebrando a diversidade e a fauna de cada região. Conforme informação divulgada pela Fifa, as mascotes fazem parte da tradição e visam engajar o público.
Maple, o goleiro alce do Canadá
Representando o Canadá, Maple é um alce, conhecido por seu grande porte. Ele é apresentado como um goleiro dedicado, que aprecia música, street style e viagens pelo seu país. O nome é uma homenagem à folha de bordo (Maple), símbolo nacional canadense presente na bandeira e de onde se extrai um xarope típico. Maple veste um uniforme vermelho e segura uma bola de futebol, pronto para defender o gol.
Zayu, a ágil onça-pintada do México
Do México, vem Zayu, uma onça-pintada que habita as selvas do sul do país. Ela simboliza a rica herança cultural mexicana, a dança, a gastronomia e o espírito vibrante da nação. Em campo, Zayu atua como atacante, demonstrando engenhosidade e agilidade. A onça-pintada veste um uniforme verde e também segura uma bola. É importante notar que a espécie da onça-pintada está ameaçada de extinção no México, mas, segundo a Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ), há esforços em andamento que indicam um aumento na população desses animais.
Clutch, a líder águia-careca dos Estados Unidos
A águia-careca Clutch representa os Estados Unidos com um espírito livre e aventureiro, sendo uma líder otimista. Na competição, ela atua como meio-campista, com a capacidade de mobilizar um time, unindo as pessoas, conforme destacou a Fifa. Clutch, de cor azul, é representada com a bola nos pés. A águia-careca, símbolo dos Estados Unidos, era considerada sagrada pelos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais. A ave já enfrentou sérias ameaças de extinção, mas graças a ações de conservação, como a proibição de um pesticida específico, sua população foi recuperada.
Tradição de Mascotes e a Luta pela Conservação
A tradição de mascotes da Fifa teve início em 1966, com o leãozinho Willie na Inglaterra. Ao longo dos anos, diversos animais e personagens representaram as Copas, como Juanito no México em 1970, que gerou críticas por estereotipar a cultura local. No Brasil, em 2014, o mascote Fuleco, um tatu-bola, apesar de sua fama, ainda corre risco de extinção no país. A espécie teve seu status reclassificado de “vulnerável” para “em perigo” na lista vermelha da fauna brasileira.
A perda de habitat devido ao desmatamento, queimadas e caça são as principais ameaças ao tatu-bola. Para combater esse problema, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, uma medida considerada fundamental para a proteção de seu habitat. A caça ao tatu-bola, inclusive, faz parte da cultura regional, representando um perigo constante para a espécie. A criação de áreas naturais protegidas é vista como a principal forma de garantir a manutenção do ecossistema e a sobrevivência do tatu-bola.
