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Empresária passa mal em CPMI do INSS; depoimento sobre desvios de R$ 100 milhões é interrompido

CPMI do INSS: Empresária passa mal e depoimento é encerrado em meio a investigações de desvios

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi abruptamente interrompido nesta segunda-feira (11), após a depoente passar mal. O mal-estar ocorreu durante os questionamentos do relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), que investiga um esquema de desvios de mais de R$ 100 milhões de benefícios previdenciários.

A empresária, que é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ambos ligados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), foi chamada a depor após a recusa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em comparecer à comissão. A Conafer é apontada como beneficiária de parte dos recursos desviados.

Ingrid Santos foi questionada sobre as atividades de seu marido e o envolvimento de empresas nas quais ela é sócia em um esquema de descontos indevidos do INSS. Ela alegou desconhecimento e que a gestão das empresas ficava a cargo de seu esposo. O depoimento foi suspenso pelo presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), para que a empresária recebesse atendimento médico. As informações são do portal G1.

Empresária alega desconhecimento sobre esquema de desvios

Durante sua oitiva, Ingrid Santos afirmou que não tinha conhecimento sobre as operações financeiras e a gestão das empresas. Segundo ela, todas as responsabilidades administrativas eram de seu marido, Cícero Marcelino de Souza Santos. “Em relação a empresas, transferências, eu não vou conseguir responder nada para vocês, porque quem geria tudo isso, como ele falou aqui para todos vocês, era o meu esposo, Cícero”, declarou a empresária.

Ela também mencionou sentir-se traída pela situação, especialmente após a Polícia Federal ter batido à sua porta. “Inclusive, ele até traiu a minha confiança quando eu vi a Polícia Federal batendo na minha porta, acordando meus filhos e constrangendo a minha família”, disse, visivelmente emocionada.

Habeas Corpus e o caso do Banco Master

Antes de comparecer à CPMI, Ingrid Santos obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a autorizava a permanecer em silêncio durante o depoimento. Ela utilizou esse direito para se recusar a responder sobre as movimentações financeiras.

O presidente da CPMI, Carlos Viana, também informou que recorrerá da decisão do ministro André Mendonça, do STF, que desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro de depor à comissão. Vorcaro, que está em prisão domiciliar, era esperado para falar sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados e os prejuízos causados a aposentados e pensionistas do INSS, em relação ao acordo do Banco Master com o instituto.

Prorrogação dos trabalhos da CPMI

Carlos Viana declarou que solicitou a prorrogação dos trabalhos da CPMI por pelo menos 60 dias. Um pedido formal foi protocolado, mas ainda aguarda decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Diante da falta de resposta, Viana cogita recorrer ao STF para garantir a continuidade das investigações, que tiveram início em 20 de agosto.

O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, ressaltou a gravidade do crime investigado, mencionando que a depoente recebeu mais de R$ 13 milhões, provenientes de dinheiro de aposentados e pensionistas. Ele enfatizou que o objetivo da comissão é que todos os envolvidos respondam pelo prejuízo bilionário causado.

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