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Surfe em Los Angeles 2028: WSL perde vagas olímpicas, ISA ganha peso e Brasil pode ser afetado

Surfe em Los Angeles 2028: WSL perde vagas olímpicas, ISA ganha peso e Brasil pode ser afetado

A distribuição de vagas para o surfe nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 trará novidades significativas. A Associação Internacional de Surfe (ISA) anunciou mudanças que alteram o peso da Liga Mundial de Surfe (WSL) no processo de classificação, beneficiando outros formatos de competição.

Para os Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite da modalidade era responsável por garantir um número considerável de vagas. No entanto, a partir de 2028, essa participação será reduzida, impactando diretamente a forma como os atletas poderão alcançar o sonho olímpico.

Essa reconfiguração abre mais portas para eventos organizados pela própria ISA e para competições regionais, o que pode favorecer nações com um bom desempenho nesses formatos. O Brasil, com sua tradição no esporte, precisará se adaptar a essas novas regras. Conforme informação divulgada pela ISA, a principal mudança é a redução do peso da WSL.

Redução drástica de vagas via WSL

Nos Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024, o circuito da WSL classificou oito mulheres e dez homens para as Olimpíadas. Para Los Angeles 2028, o cenário muda drasticamente: serão apenas **dez vagas ao todo destinadas ao ranking da WSL**, sendo cinco para o masculino e cinco para o feminino. Além disso, haverá um limite de **um atleta por país** nesse sistema de classificação. A lista final de classificados via WSL será definida em meados de junho de 2028.

ISA ganha mais espaço na classificação

Em contrapartida à redução das vagas via WSL, a ISA aumentou o número de oportunidades através de seus próprios eventos. Os **Jogos Mundiais de Surfe (ISA Surfing Games) de 2028 destinarão dez lugares por gênero** para a Olimpíada, também com o limite de uma vaga por nação. Adicionalmente, os países com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 do ISA Surfing Games garantirão uma vaga extra, reforçando a importância do evento.

Em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico representaram sete vagas por gênero, sendo seis individuais e uma para o país de melhor resultado. O Brasil se beneficiou dessa vaga extra em Paris 2024, tornando-se a nação com mais representantes, com seis atletas (três homens e três mulheres).

Novas rotas para os Jogos de Los Angeles

Além da WSL e dos Jogos Mundiais ISA, outras vias de classificação para Los Angeles 2028 incluem as vagas universais (uma para o país-sede e outra para uma nação em desenvolvimento) e os torneios continentais. Para o Brasil, os **Jogos Pan-Americanos de 2027**, em Lima, no Peru, serão cruciais, pois o campeão garantirá uma vaga olímpica.

O Brasil tem um histórico de sucesso nas Olimpíadas, com três medalhas. Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro em Tóquio 2020, e em Paris 2024, Gabriel Medina ganhou o bronze no masculino e Tatiana Weston-Webb a prata no feminino. As novas regras de classificação exigirão estratégias adaptadas para que os atletas brasileiros continuem a representar o país no maior palco do esporte mundial.

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