Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026 às 11:06
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Macron Proíbe Protestos “Ilegítimos” na França Após Vandalismo e Promete “Firmeza” contra Grupos de “Ultraesquerda”

Governo francês intensifica medidas de segurança e proíbe protestos considerados ilegítimos após atos de vandalismo

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição de ações de protesto avaliadas como “ilegítimas” nos próximos dias. A decisão surge após uma reunião com representantes dos serviços de informações e ministros, em um esforço para conter a onda de violência que assolou o país recentemente.

O governo busca, com a medida, garantir a segurança de estabelecimentos comerciais e da população em geral. Trajetos alternativos serão definidos para manifestações organizadas por entidades como sindicatos, visando desvincular os protestos pacíficos dos atos de depredação.

A fala do presidente francês, que durou pouco mais de três minutos, citou explicitamente grupos de extrema-esquerda, rotulados como “sediciosos”, como os responsáveis pelos desacatos, roubos e furtos ocorridos no último sábado (17) em diversas cidades francesas. Conforme informação divulgada pelo governo, essas ações teriam como objetivo “derrubar a República”.

“Ultraesquerda de extrema periculosidade” é o alvo das novas restrições

Emmanuel Macron classificou os grupos em questão como de “ultraesquerda de extrema periculosidade”, acusando-os de terem a intenção de “derrubar a República”. Segundo o chefe de Estado francês, a reunião no Palácio do Eliseu com os serviços de informações teve como foco a análise desses atos “políticos e até sediciosos”, conduzidos por grupos organizados. A preocupação do governo é atenuar a pressão gerada pelos confrontos urbanos do último fim de semana, a menos de 48 horas de uma nova mobilização.

Comerciantes temem novos atos de vandalismo e clamam por segurança

A palavra “firmeza” tem sido o tom nos corredores do poder em Paris. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, já havia apelado aos partidos para que fizessem uma escolha “entre a violência e a República”, direcionando críticas ao partido de extrema-esquerda A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon. Lecornu prometeu transparência sobre as “dificuldades encontradas” na resposta aos eventos de sábado.

O balanço dos danos ao comércio é alarmante, com cerca de 3 mil lojas afetadas por roubos, furtos e estragos no último fim de semana. Pierre Bosche, presidente da Confederação dos Comerciantes da França, resumiu a apreensão do setor à agência France-Presse, afirmando que “a preocupação é máxima” com a possibilidade de novos incidentes no próximo sábado.

Reforço policial e medidas drásticas para garantir a ordem pública

As autoridades francesas prometem um dispositivo policial em larga escala para o próximo sábado, com o emprego de veículos blindados e unidades de elite. Macron enfatizou a necessidade de que “a mão não deve tremer no topo do Estado” para garantir a ordem. Como medida adicional, o toque de recolher foi reimposto na noite de quarta-feira (21) em diferentes cidades, e pelo menos 174 pessoas já foram detidas.

O governo busca, com essas ações, transmitir uma mensagem de controle e deter a escalada da violência, especialmente direcionada a grupos identificados como disruptivos. A intenção é proteger o direito à manifestação pacífica, sem permitir que grupos organizados usem esses momentos para promover o caos e a destruição.

A proibição de protestos “ilegítimos” é uma medida controversa que levanta debates sobre a liberdade de expressão e o direito de manifestação na França. No entanto, diante do cenário de distúrbios e prejuízos materiais, o governo tem optado por uma postura de **maior rigor e controle** para tentar restaurar a normalidade e a segurança no país.

A expectativa é que as novas medidas e o reforço policial **mitiguem os riscos** de novos confrontos e vandalismos, permitindo que o comércio e a vida pública voltem a operar sem a ameaça iminente de violência. A população aguarda os desdobramentos, na esperança de um fim de semana mais tranquilo.

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