Terça-feira, 25 de Agosto de 2026 às 08:18
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Nordeste na COP17: Estados buscam U$$ 100 milhões para Caatinga em transição energética e hídrica

Nordeste da Mongólia: Estados buscam fundos para revitalizar a Caatinga e impulsionar energia limpa

Representantes dos nove estados do Nordeste estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, com um objetivo claro: captar recursos para projetos essenciais à região. A participação na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) é a plataforma para apresentar iniciativas de segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma Caatinga.

A delegação nordestina busca parcerias com organismos financeiros e bancos multilaterais, visando investimentos que garantam o futuro sustentável da região. A COP17 é o palco onde o Nordeste demonstra seu potencial e a urgência de suas necessidades, buscando financiamento para transformar desafios ambientais em oportunidades de desenvolvimento.

Durante a conferência, foram apresentados projetos alinhados com a recuperação de áreas degradadas, a adaptação às mudanças climáticas e o desenvolvimento territorial. A estratégia integrada de “recaatingamento” se destaca como um modelo inovador de convivência com o semiárido, conforme informado pelo Consórcio Nordeste.

Recaatingamento: um novo caminho para a Caatinga

O método do recaatingamento foi apresentado como uma estratégia integrada de restauração ecológica, adaptação climática e desenvolvimento territorial sustentável. Essa abordagem se baseia no conhecimento e na participação das populações locais para recuperar áreas degradadas e conservar a biodiversidade da Caatinga. A iniciativa busca harmonizar o desenvolvimento humano com a preservação ambiental, um pilar fundamental para a resiliência da região.

Plano Nordeste e Fundo Caatinga: unindo esforços por investimentos

O Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) também está em destaque, articulando proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social e inovação tecnológica. Projetos focados na adaptação à seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização descentralizada, serão apresentados para captação de financiamentos. Além disso, o Consórcio Nordeste busca impulsionar o Fundo Caatinga, visto como um mecanismo para centralizar recursos regionais e reduzir custos de transação em projetos individuais.

Linhas de investimento prioritárias para o Nordeste

Nas agendas bilaterais com instituições como o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU) e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), três linhas de investimento prioritárias foram destacadas. A primeira foca na segurança hídrica, com projetos de dessalinização, poços solares, reuso e conservação de mananciais, alinhados com metas de neutralidade na degradação da terra. A segunda linha aborda a transição energética e industrialização de baixo carbono, com exemplos de centros de hidrogênio verde e combustíveis renováveis já estruturados em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE).

Bioeconomia e restauração: o futuro da Caatinga

A terceira linha de investimento concentra-se na restauração da terra e na bioeconomia da Caatinga. Iniciativas como o recaatingamento, viveiros de grande porte e o fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar são propostas para alavancar o desenvolvimento sustentável. O objetivo é criar um ciclo virtuoso onde a conservação ambiental gera oportunidades econômicas e sociais para as comunidades locais, consolidando a Caatinga como um bioma próspero e resiliente.

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