Cinefoot celebra a força do futebol amador e a garra de jovens atletas em sua 16ª edição, com destaque para o Amapá.
A 16ª edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot) consagrou a obra “Copinha”, dirigida por Joaquim Salles, como Melhor Filme da mostra competitiva internacional de longas-metragens. O festival, que ocorreu no Rio de Janeiro e em São Paulo, exibiu gratuitamente filmes que exploram as mais diversas facetas do esporte mais popular do Brasil.
Joaquim Salles, sobrinho do renomado cineasta Walter Salles, apresenta em seu filme a emocionante trajetória do Esporte Clube Macapá durante a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2024. A produção foca na luta por visibilidade de jovens talentos que buscam seu espaço longe dos grandes centros do futebol.
A vitória de “Copinha” foi decidida por voto popular, superando concorrentes da Argentina, Espanha e Reino Unido. O filme retrata a jornada do time amapaense na Copinha, destacando a superação e o sonho de cada atleta. Conforme informação divulgada pelo festival, a obra de Salles traz à tona a importância de dar voz a histórias que muitas vezes ficam à margem do noticiário esportivo tradicional.
A jornada do Esporte Clube Macapá na Copinha
Na Copinha 2024, o Esporte Clube Macapá demonstrou garra ao vencer o Potyguar Seridoense-RN e conquistar empates contra o Flamengo de Guarulhos e o tradicional Vasco. A equipe amapaense se classificou em segundo lugar no Grupo 29, sendo eliminada na fase seguinte pelo Ibrachina, clube paulista focado em categorias de base. A atuação do time, apesar da eliminação, rendeu visibilidade e reconhecimento.
Outros Destaques do Cinefoot 2024
Além do prêmio principal, o Cinefoot 2024 também celebrou outras obras importantes. Na categoria de Melhor Curta-Metragem, “Camisa 9”, de Guilherme Baptista, foi o vencedor. O filme homenageia três jornalistas negros da família Baptista, que revolucionaram a abordagem do futebol na televisão nos anos 1980 com irreverência e representatividade.
O Troféu João Saldanha, voltado a filmes que ressaltam o lado humano, libertário e democrático do futebol, foi concedido ao documentário “Coligay”, de Guto Franco e Murilo Megale. A obra narra o surgimento da primeira torcida 100% gay do Brasil, a do Grêmio, criada durante a ditadura militar, evidenciando a resistência e a inclusão.
Futebol Amador e Memória em “Várzea”
O Troféu Museu da Pelada reconheceu o documentário “Várzea”, dirigido por D’Andrade. O filme mergulha nas memórias do futebol amador jogado nos campos de terra batida, a chamada “várzea”, e reflete sobre o desaparecimento desses espaços importantes para a cultura esportiva e comunitária.
O Cinefoot continua a ser uma plataforma vital para o cinema que se dedica ao futebol, permitindo que histórias de superação, diversidade e paixão pelo esporte alcancem um público mais amplo e diverso, promovendo o debate e a reflexão sobre o impacto cultural do futebol.
