Quinta-feira, 30 de Julho de 2026 às 08:27
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Brasil Cria Mais de 145 Mil Vagas de Emprego em Junho, Mas Queda em Relação ao Ano Passado Preocupa; Veja os Números Detalhados

Brasil registra saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada em junho

O mercado de trabalho brasileiro demonstrou resiliência em junho, fechando o mês com a criação de 145.161 novas vagas com carteira assinada. Esse resultado positivo, divulgado pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), é fruto de um volume expressivo de contratações, que totalizaram 2.220.131, frente a 2.074.970 desligamentos.

O estoque de empregos formais atingiu a marca de 48.032.308 postos, representando um crescimento de 0,30% em relação ao mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo positivo chega a expressivos 942.854 empregos, indicando uma tendência de recuperação no longo prazo.

Apesar dos números animadores, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou que o resultado é inferior ao do mesmo período do ano passado, quando foram criadas 161.999 vagas. Para Marinho, a política de juros altos do Banco Central e fatores externos como tarifas e conflitos internacionais têm freado um crescimento mais acelerado na geração de empregos.

Serviços e Agropecuária Lideram a Geração de Empregos

Todos os cinco grandes agrupamentos econômicos registraram saldo positivo em junho. O setor de Serviços se destacou, criando 74.514 postos de trabalho. A Agropecuária também apresentou um bom desempenho, com a geração de 22.898 vagas. O Comércio contribuiu com 19.177 postos, a Indústria com 4.438 e a Construção Civil com 14.136 vagas.

Regiões e Estados com Maior Crescimento de Emprego

A região Sudeste liderou a criação de empregos em junho, com um saldo de 70.383 postos, o que representa um incremento de 0,29% em relação a maio. O Nordeste seguiu na sequência, com 34.433 vagas (0,43%), seguido pelo Centro-Oeste com 19.617 (0,46%), o Sul com 10.453 (0,12%) e o Norte com 9.633 (0,40%).

Entre os estados, 25 apresentaram saldo positivo. Em números absolutos, São Paulo se destacou, com a criação de 34.981 vagas. Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856) também figuraram entre os que mais geraram empregos formais.

Salário Médio e Perfil dos Contratados

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, apresentando um aumento real de R$ 16,90 em comparação com o mês anterior. Jovens de 18 a 24 anos foram os que mais se beneficiaram das novas vagas, representando 100.597 contratações. Adolescentes até 17 anos somaram 24.833 vagas.

Trabalhadores de raça/cor parda lideraram as contratações, com 106.176 postos, seguidos pelos brancos com 28.636 e pretos com 20.199. Esses dados refletem o perfil diversificado da força de trabalho brasileira que encontra oportunidades no mercado formal.

Desafios e Perspectivas para o Mercado de Trabalho

O Ministro Luiz Marinho atribui a desaceleração na criação de empregos, em comparação com o ano anterior, à taxa de juros elevada, que segundo ele, tem um efeito contracionista na economia. O Banco Central tem reduzido a taxa Selic, mas de forma gradual, com cortes de 0,25 ponto percentual, mantendo-a em 14,25% ao ano.

Marinho também citou o impacto de tarifas impostas pelos Estados Unidos e conflitos internacionais como fatores que afetam o humor do mercado global, especialmente no preço do petróleo, e que influenciam a confiança dos investidores e, consequentemente, a geração de empregos no Brasil. Apesar dos desafios, os números de junho demonstram uma base sólida de criação de vagas, com potencial para crescimento.

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