Terça-feira, 21 de Julho de 2026 às 08:19
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EUA intensificam ataques ao Irã após explosão de petroleiros em Ormuz e aumento de tensões

Tensões no Estreito de Ormuz escalam com novos ataques e o Irã acusa EUA de explosão em petroleiros

As forças americanas intensificaram seus ataques contra o Irã pelo nono dia consecutivo, em meio a crescentes preocupações com a segurança do tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz. A escalada ocorre após o Irã relatar que dois petroleiros explodiram na região, aumentando o temor de um conflito regional mais amplo.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado alvos americanos na Jordânia, Kuwait e Síria, incluindo aeronaves e equipamentos militares. Sirenes soaram no Bahrein e o exército do Kuwait reportou a interceptação de drones em um ataque iraniano, evidenciando a expansão do confronto.

Estes ataques fazem parte de um ciclo de confrontos entre os EUA e o Irã, que se intensificou após o colapso de um acordo de cessar-fogo. A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, rota vital para o abastecimento de energia, já interrompeu o fluxo de suprimentos e alimenta temores de inflação global. Conforme informação divulgada pelo Comando Central dos EUA, foi iniciada “uma nova onda de ataques” com o objetivo de “prejudicar” a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais nas rotas marítimas vitais do estreito.

Irã relata explosões em cidades e acusa EUA de incentivar trânsito em rota insegura

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou que mísseis americanos atingiram diversas cidades iranianas, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini. A Guarda Revolucionária, por sua vez, declarou que dois petroleiros explodiram após tentarem transitar por uma rota sul considerada insegura através de Ormuz, alegando que as embarcações foram incentivadas pelas Forças Armadas dos EUA a usar a passagem.

O secretátio de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou que os Estados Unidos continuarão a atacar o Irã enquanto este ameaçar a navegação comercial global. “O Estreito de Ormuz é uma via navegável internacional, e eles continuam a atacar os navios nessa via navegável internacional”, declarou Rubio, acrescentando que os EUA permanecem abertos a uma solução diplomática.

Impacto no comércio marítimo e nos preços do petróleo

As preocupações com o fluxo de suprimentos de energia pelo Estreito de Ormuz aumentaram desde a retomada das hostilidades entre EUA e Irã. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido reportou uma embarcação em chamas na costa de Omã, embora a causa não tenha sido confirmada. A Guarda Revolucionária alertou que a via navegável não será segura enquanto persistir a “agressão” dos EUA na região.

O número de navios que atravessaram o Estreito de Ormuz diminuiu significativamente, com apenas quatro embarcações no domingo, comparado a oito no dia anterior. Essa instabilidade impactou diretamente os mercados, com os preços do petróleo subindo 2%, ultrapassando os US$ 90 o barril.

Baixas americanas e o custo humano do conflito

O conflito, que começou em 28 de fevereiro, já resultou em baixas significativas para as forças americanas. Um militar foi morto no Iraque durante uma detonação controlada de munição não detonada em um drone iraniano abatido. Anteriormente, dois militares morreram na Jordânia e um terceiro está desaparecido em ação. Os recentes anúncios elevam para 17 o número total de militares norte-americanos mortos desde o início da guerra, com mais de 420 feridos.

A guerra, iniciada com o objetivo de neutralizar os programas nucleares e de mísseis do Irã e enfraquecer seus aliados regionais, já causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano. A situação em Ormuz representa um grave risco para a estabilidade global e o abastecimento energético.

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